O Ministério Público de Alagoas recorreu da decisão da 17ª Vara Criminal da Capital que negou a prisão preventiva de três investigados na Operação Dionísio. A ação foi deflagrada na última semana para desarticular um suposto esquema nacional de fraudes tributárias, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no comércio de bebidas alcoólicas. A operação teve desdobramento direto em Fernandópolis, onde equipes do Gaeco de São José do Rio Preto e do Baep cumpriram mandados em imóveis ligados a um empresário do setor cervejeiro, incluindo um haras no município.
O recurso foi impetrado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens com o objetivo de reverter o entendimento de primeira instância. Para fundamentar a necessidade das prisões, o órgão apresentou novos dados financeiros que apontam movimentações bilionárias e saques de R$ 83,8 milhões em espécie por empresas ligadas ao grupo. Segundo os promotores, a estrutura utilizava empresas de fachada e manobras de subfaturamento na comercialização de cervejas para sonegar impostos, acumulando débitos fiscais que chegam a R$ 322,4 milhões.
O Ministério Público apontou ainda relatórios do início de 2026 para comprovar que as irregularidades tributárias e a simulação de notas fiscais continuaram sendo praticadas. A análise do pedido de prisão preventiva subiu para a segunda instância e será apreciada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, sob relatoria do desembargador Domingos de Araújo Lima Neto. Enquanto o tribunal não se pronuncia, os investigados permanecem em liberdade, e os materiais recolhidos em Fernandópolis e nos demais municípios paulistas seguem sob análise pericial.













