qua, 12 de agosto de 2026

Mochileiro transforma inquietação de infância em estilo de vida e passa por Votuporanga em jornada rumo à Venezuela

Quem nunca pensou em largar tudo e cair na estrada em busca de um sonho? Para um viajante paranaense, essa ideia deixou de ser apenas um pensamento distante e se tornou um modo de viver. Conhecido nas redes sociais como Joninhas Mochileiro, ele compartilha no Instagram o dia a dia de quem escolheu o mundo como casa e a estrada como rotina. Com pouca bagagem e muitas histórias acumuladas ao longo de quase três décadas, ele já percorreu dezenas de países e segue mostrando que viver do próprio sonho é possível, ainda que repleto de desafios.

Atualmente, o mochileiro vive uma experiência inédita: sua primeira viagem internacional com destino à Venezuela. A jornada mais recente começou em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, sem roteiro fechado e com a liberdade que sempre marcou sua trajetória. Uma das primeiras paradas foi em Votuporanga, no interior paulista, onde permaneceu por cerca de oito dias. Durante esse período, realizou trabalhos de pintura para garantir recursos e seguir viagem, prática comum em sua vida nômade, na qual o trabalho surge naturalmente ao longo do caminho. Na cidade, ele também passou pela casa de um amigo viajante conhecido nas redes sociais pelo projeto Traveling Buscapé.

De Votuporanga, o mochileiro seguiu em direção a Porto de Galinhas, em Pernambuco, dando início a uma longa travessia pelo litoral nordestino. A estrada o levou por praias, vilas e cidades costeiras até chegar aos Lençóis Maranhenses, um dos cenários mais emblemáticos do país. Na sequência, o percurso seguiu rumo ao Norte, passando por Belém, no Pará, e chegando a Marabá, onde fez uma parada estratégica para visitar a sede do Grupo Correio e compartilhar um pouco de sua trajetória. Atualmente, ele está em Confresa, no Mato Grosso, dando continuidade à expedição.

Natural de Corbélia, no interior do Paraná, a paixão pelas viagens começou cedo. A primeira saída aconteceu aos 18 anos e, desde então, a estrada nunca mais deixou de fazer parte de sua vida. Hoje, aos 47 anos, ele resume a experiência em números simples, mas impactantes: são 29 anos vivendo em movimento. A estreia foi modesta, mas decisiva. Em agosto de 1998, partiu com a intenção de viajar até Maringá, cidade relativamente próxima de casa, mas mudou de ideia ainda no caminho e seguiu até Belo Horizonte, onde permaneceu por três meses. Foi ali que percebeu que não conseguiria mais voltar à vida convencional.

A jornada atual, porém, exigiu mais uma reinvenção. O plano inicial era seguir até a Venezuela em um automóvel, mas problemas mecânicos interromperam o projeto. Sem recursos para o conserto, o viajante precisou mudar os rumos, algo que já faz parte de sua essência. O carro deu lugar a uma motocicleta Yamaha YBR 125, apelidada carinhosamente de Judite, que passou a ser a companheira dessa nova etapa.

Sobre duas rodas, o sonho segue firme. O roteiro prevê passagem por Cuiabá, Porto Velho, pela desafiadora BR-319, Manaus e Boa Vista, em Roraima, até a travessia da fronteira com a Venezuela. Para ele, o veículo nunca foi o mais importante. O que realmente move a jornada é a decisão de continuar seguindo em frente. Com Judite, o mochileiro mostra que mudar os planos não significa desistir, mas apenas encontrar um novo caminho para continuar vivendo daquilo que sempre acreditou. Matéria de autoria do VotuNews

Compartilhe!

    Relacionados