“Me sinto feliz por ter participado tão ativamente da evolução de Votuporanga”, disse em entrevista o saudoso Manoel Anzai

“Me sinto feliz por ter participado tão ativamente da evolução de Votuporanga”

Citação é de Manoel Anzai que foi presidente da ACV entre 1979 a 1980; entidade lamenta morte de pioneiro do comércio

A morte de um dos maiores entusiastas do progresso de Votuporanga consternou a cidade. Aos 86 anos, o comerciante Manoel Anzai faleceu, nesta quarta-feira (24/3), em decorrência de complicações da Covid-19. Desde muito jovem atuando no comércio da cidade, deixa uma história de intensa contribuição com diversas entidades, entre elas a Associação Comercial, do qual foi presidente na gestão de 1979 a 1980.

Era comerciante e atuava na administração da Casa Anzai, que completa 71 anos de fundação em 2021. Paralelo à sua atividade no comércio, o empresário era um entusiasta do progresso, tendo participado da fundação da sede da Associação Comercial. O atual presidente da entidade, Carlos Eduardo Ramalho Matta, falou da importância de Manoel Anzai. “Ele era um incentivador da modernização e de tudo o que poderia colaborar com a vida do lojista. Foi uma pessoa fundamental na nossa história. Deixa um legado importante e fará muita falta”.

Em entrevista concedida à TV Unifev em agosto de 2019, Manoel Anzai relembrou alguns episódios de sua vida. “Quando jovem, conheci os fundadores da ACV e, o nosso grupo de amigos, percebeu que poderíamos ajudá-los na entidade. Pensávamos no dia de amanhã e queríamos colaborar mais. Foi então que, junto com estes fundadores, demolimos a sede antiga e construímos o prédio onde hoje está a ACV. Levou quase 12 anos para isso e hoje a sede da ACV é uma das mais bonitas do Estado. É uma referência. Votuporanga está onde está graças a pessoas que trabalharam com dignidade e com foco”.

Outra conquista relembrada pelo empresário foi a busca do primeiro supermercado para a cidade e também de ônibus para buscar clientes da região. “Começamos a trazer as pessoas de ônibus para virem comprar no comércio de Votuporanga, porque elas tinham o costume de irem para Rio Preto. Conseguimos um supermercado na década de 50 para a rua Amazonas, que foi o primeiro de Votuporanga. Com o tempo, nossa loja de secos e molhados foi perdendo espaço para o mercado. Foi quando montamos a loja de ferragem e isso nos trouxe tudo o que a gente tem. Graças a um trabalho honesto, chegamos à quarta geração da família administrando a loja”, disse.

Ainda durante a entrevista, Manoel Anzai contou que seu pai veio do Japão aos 16 anos. “Aqui em Votuporanga, abrimos uma quitanda na rua Amazonas e éramos uma das primeiras empresas da cidade. Depois disso, buscando maior crescimento, expandimos para uma loja de Secos e Molhados e, mais tarde, em 1950, fundamos a loja de ferragens Casa Anzai”.

Sempre em defesa da modernidade, da inovação e da busca por novas empresas, foi presidente da ACV entre 1979 a 1980. “Sou muito realizado comercialmente e socialmente com grandes amigos. Tudo o que você imagina em Votuporanga eu estive dentro, Santa Casa, Unifev, ACV, Rotary… Fui voluntário em muitos grupos. Eu me apresentava, porque queria estar ali à disposição para ajudar. Me sinto feliz demais por ter essa vida que eu tive e por ter participado tão ativamente da evolução de Votuporanga”.

O antigo comerciante deu ainda conselhos aos empresários. “Tudo é questão de acreditar. Nós não podemos ter medo de concorrência. Precisamos estar sempre empenhados em crescer, seja nos empregos ou nas indústrias. O comércio tem que estar bonito, ser sempre remodelado. Se seu comércio tem muito tempo, você precisa modernizar”, afirmou.

Nascido em Nova Granada, Manoel Anzai recebeu o Título de Cidadão Votuporanguense e colaborou com a construção do Marco Zero de Votuporanga na praça da Matriz.

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