Mais de 50 profissionais trabalham no combate a queimada que atinge área de preservação há mais de 90 horas na região 

Força-tarefa conta com apoio de avião-tanque e dois helicópteros Águia da Polícia Militar de Araçatuba/SP e Presidente Prudente/SP para realizar o combate às chamas, em Castilho/SP. 

Nesta sexta-feira (30), mais de 50 profissionais trabalhavam no combate a queimada que atinge uma área de preservação ambiental em Castilho/SP há mais de 90 horas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a expectativa é que o incêndio consiga ser controlado ainda nesta sexta. 

O fogo começou na noite de segunda-feira (25) em uma plantação de cana-de-açúcar, se espalhou rapidamente e atingiu a área de reserva ambiental. Uma ‘força-tarefa’ foi montada por brigadistas, policias militares e ambientais e bombeiros. 

Um avião-tanque com capacidade para armazenar dois mil litros de água chegou no local na manhã de ontem (29) para auxiliar no combate às chamas. 

Além da aeronave, cedida pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, helicópteros Águia da Polícia Militar de Araçatuba/SP e Presidente Prudente/SP também ajudam a debelar o fogo, despejando 400 litros de água por vez. 

Ainda de acordo com a corporação, os focos de incêndio diminuíram de quinta para sexta-feira (30). Para facilitar o trabalho ainda mais, uma espécie de base foi montada em uma pista de uma usina de açúcar e álcool, onde as aeronaves são abastecidas com água. 

“Sempre que é realizada um lançamento de água pelas aeronaves, a gente tem a complementação desse trabalho com a equipe terrestre. Portanto, coordenamos os lançamentos para poder debelar o foco do incêndio”, afirma o capitão de Corpo de Bombeiros. 

Destruição 

Imagens feitas pelo helicóptero Água da Polícia Militar mostram a queimada avançando na área de preservação ambiental. Animais silvestres foram flagrados fugindo dos focos de incêndio. No entanto, outros foram encontrados mortos carbonizados. 

De acordo com a Cesp (Companhia Energética de São Paulo), concessionária responsável pela preservação da mata, até a noite de quarta-feira (28), cerca de 2 mil hectares, área equivalente a 2 mil campos de futebol, tinham sido destruídos. 

Além disso, funcionários da companhia monitoram a região para fazer um levantamento sobre a quantidade de animais mortos e a área destruída pelas chamas. 

Segundo a bióloga Valéria Stranghetti, a área consumida pelo fogo só irá se recuperar se passar por um reflorestamento total. Já para o brigadista de incêndio de Castilho, Messias Donnega, para voltar a ter a quantidade de árvores, vegetação e animais que possuía antigamente, a área precisaria de 9 a 10 anos. 

FONTE: Informações | G1 

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