Mais de 15 pacientes com Covid-19 morrem à espera de leitos no noroeste paulista

Mortes foram registradas no mês de março em Jales, General Salgado, Nova Granada, Araçatuba, Santa Adélia, Irapuã, Urânia, Riolândia e Tabapuã (SP), de acordo com prefeituras.

Diante do aumento de casos da Covid-19, mais de 15 pacientes morreram à espera de leitos para tratamento da doença no noroeste paulista.

Até este domingo (14), os municípios de Jales, General Salgado, Nova Granada, Araçatuba, Santa Adélia, Irapuã, Urânia, Riolândia e Tabapuã (SP) confirmaram mortes de pacientes que esperavam por leitos. Confira os casos abaixo:

Jales

 

Jales (SP) confirmou a morte de três pessoas. A primeira foi a de uma idosa de 77 anos, que foi diagnosticada com a doença e morreu na quarta-feira (10).

Outras duas mortes foram confirmadas na manhã de sábado (13), sendo uma mulher de 73 anos e um homem de 86 que estavam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e aguardavam transferência.

Durante a internação dos dois pacientes, a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) informou que estava monitorando os casos e pronta para auxiliar na transferência. Contudo, as vagas não apareceram.

General Salgado

 

Em General Salgado (SP), o óbito foi de um homem de 54 anos que estava internado na Santa Casa do município desde quarta-feira (10).

Ele foi entubado e aguardava transferência para outros hospitais, mas não resistiu à doença e morreu na quinta-feira (11).

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a busca de vagas foi feita imediatamente via Cross, mas o paciente apresentava outras doenças e o estado de saúde era grave.

Nova Granada

 

Cinco óbitos de pacientes que aguardavam leitos foram confirmados em Nova Granada (SP), sendo que três deles foram registrados no início do mês de março.

Nesta semana, outros dois pacientes, um idoso de 77 anos e uma idosa de 73, também morreram à espera de transferência para hospitais da região, de acordo com a Secretaria da Saúde.

Araçatuba

 

Em Araçatuba (SP), o primeiro óbito à espera de transferência foi confirmado neste sábado (13). A paciente, uma mulher de 45 anos, estava internada no pronto-socorro e aguardava um leito na Santa Casa.

De acordo com a prefeitura, Jane Márcia Pereira Porto deu entrada no pronto-socorro na sexta-feira (12) e foi estabilizada, mas a doença evoluiu negativamente e ela não resistiu.

A prefeitura disse que o pronto-socorro está dando todo o atendimento necessário aos pacientes que buscam o serviço. Afirmou que a unidade tem 13 leitos e 13 poltronas para acomodar os doentes com suspeita ou diagnóstico de Covid. Porém, está trabalhando no limite da capacidade.

O município também disse que as transferências de pacientes são solicitadas de acordo com a gravidade. Após o pedido, o pronto-socorro aguarda liberação da Santa Casa, mas a ocupação do local está acima do limite, por isso a prefeitura disse que busca alternativas para a situação.

Santa Adélia

 

Em Santa Adélia (SP), uma mulher de 84 anos estava internada desde terça-feira (9) na Santa Casa, que não possui leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid.

A paciente apresentava outras doenças e estava entubada, de acordo com as informações divulgadas pelo hospital. Contudo, ela morreu um dia após a internação.

Irapuã

 

Um paciente também morreu à espera de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Irapuã (SP).

Após o registro da morte, o município decretou medidas mais restritivas para evitar o aumento de casos da Covid-19.

Urânia

 

Tereza, José e Márcia morreram à espera de leito em Urânia  — Foto: Reprodução/TV TEM

Tereza, José e Márcia morreram à espera de leito em Urânia — Foto: Reprodução/TV TEM

Três pessoas da mesma família morreram à espera de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de Covid-19, em Urânia (SP).

Teresa Alice Ferreira Ferraz, de 74 anos, o marido dela, José Martins Ferraz, de 76 anos, e a filha do casal, Márcia Regina Ferraz Bercelli, de 51, não resistiram à doença na mesma semana.

De acordo com a Santa Casa de Urânia, o pedido de transferência dos três familiares foi realizado por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Porém, não havia nenhuma vaga disponível.

Em nota, a Secretaria de Saúde Estadual informou que a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) iniciou imediatamente a busca por vagas para os casos citados pela reportagem, mas os quadros dos pacientes José Martins Ferraz e Márcia Regina Ferraz eram graves, e eles apresentavam históricos de comorbidades, como obesidade, hipertensão e diabetes.

Riolândia

Rita de Cássia Ribeiro da Costa, de 40 anos, morreu à espera de leito em Riolândia —

Uma paciente diagnosticada com o coronavírus e que esperava a transferência para um leito de UTI morreu eu Riolândia (SP), no sábado (6).

Rita de Cássia Ribeiro da Costa, de 40 anos, foi levada à Santa Casa, onde recebeu atendimento médico. Contudo, não resistiu às complicações provocadas pela doença.

A Santa Casa de Riolândia não tem leito de UTI, apenas dois respiradores para estabilização. Os pacientes mais graves são transferidos para Votuporanga ou outras cidades da região por meio de vagas disponibilizadas pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross).

Em nota, a Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross) informou que a paciente Rita de Cássia Ribeiro Costa estava clinicamente instável, em estado grave, sem condição de transferência segura.

A Secretaria de Saúde Estadual também ressaltou que Rita tinha histórico de comorbidades como diabetes e hipertensão, o que contribuiu para a rápida evolução à óbito, pouco mais de 24h após o pedido da unidade de origem.

Tabapuã

 

Em Tabapuã (SP), uma mulher de 73 anos, diagnosticada com a Covid-19, também morreu à espera de um leito de UTI.

De acordo com a Secretaria de Saúde, Alzira Franzoni deu entrada no Hospital Maria do Valle Pereira no dia 26 de fevereiro e apresentava dificuldade para respirar.

No mesmo dia foram solicitadas transferências para uma vaga de UTI na Central de Regulação do Estado (Cross), mas todos os pedidos foram negados, segundo o hospital.

Ela permaneceu internada na unidade hospitalar, recebeu medicamentos, suporte ventilatório, mas não resistiu e morreu no dia 1º de março.

A Central de Regulação do Estado informou que imediatamente iniciou a busca pelo leito de UTI e que o caso da paciente era grave, por isso ela permanecia assistida e em condições para ser transferida. Contudo, o quadro clínico dela evoluiu e a paciente morreu.

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