qua, 12 de agosto de 2026

Maior fabricante de automóveis do mundo fecha fábrica com 1,5 mil funcionários no Brasil

Empresa desativa fábrica que produziu mais de 1 milhão de veículos e aposta na ampliação de suas operações no interior paulista

A Toyota, maior fabricante de automóveis do mundo, vai encerrar as atividades de sua fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, no dia 30 de junho. A unidade funcionava desde 1998, produziu mais de 1 milhão de veículos e emprega cerca de 1,5 mil trabalhadores.

O fechamento faz parte da reorganização industrial da montadora no Brasil e marca a conclusão da transferência da produção do Corolla Sedan para o município de Sorocaba (SP). O processo foi anunciado pela empresa em 2024 e está sendo concluído neste ano.

Com a mudança, o complexo industrial de Sorocaba passará a concentrar as principais operações da Toyota no país. Segundo a fabricante, a centralização das linhas de montagem deve aumentar a eficiência da produção e contribuir para suas metas globais de sustentabilidade.

Toyota fecha fábrica no Brasil, mas amplia investimentos

Apesar do encerramento da fábrica de Indaiatuba, a Toyota afirma que continuará ampliando sua presença no Brasil. A empresa prevê inaugurar, em novembro de 2026, uma segunda fábrica em Sorocaba.

A nova unidade faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela montadora para o Brasil até 2030. O projeto inclui a preparação da estrutura para a fabricação de novos modelos e tecnologias, entre elas veículos híbridos.

De acordo com a Toyota, a expansão do complexo de Sorocaba já resultou na criação de aproximadamente 2 mil empregos diretos. A empresa também afirma que a transição foi conduzida em diálogo com os trabalhadores, oferecendo alternativas como transferência para outras unidades e adesão voluntária a programas de desligamento, sem demissões unilaterais.

Na época do anúncio da mudança, o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, declarou que a estratégia da empresa era priorizar a transferência dos funcionários de Indaiatuba para Sorocaba. Segundo ele, o novo complexo teria capacidade para absorver todos os trabalhadores da unidade desativada.

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