qua, 12 de agosto de 2026

Mãe e criança de Fernandópolis são deixadas para trás após consulta médica em Votuporanga

Mais um episódio envolvendo o transporte de pacientes da Secretaria Municipal de Saúde de Fernandópolis gerou indignação nesta sexta-feira. De acordo com informações obtidas com exclusividade pela equipe de reportagem do Notícias Noroeste, uma mãe e sua filha, de apenas 4 anos de idade, foram deixadas em Votuporanga após a realização de exames médicos.

Segundo o relato recebido pela reportagem, a criança havia sido encaminhada para realizar um exame de intolerância à lactose. Após o atendimento, por volta das 11h45, a mãe se dirigiu ao ônibus da Prefeitura que faria o retorno para Fernandópolis.

No entanto, de acordo com a denúncia, o motorista teria impedido o embarque, afirmando que ainda era cedo e que retornaria posteriormente para buscá-las. A promessa, porém, não teria sido cumprida.

Ainda conforme a mãe, o veículo deixou Votuporanga sem as duas, obrigando-a a procurar ajuda da Secretaria Municipal de Saúde.

Ela relata que recebeu a informação de que a Secretaria tentaria localizar algum motorista que estivesse retornando de São José do Rio Preto e pudesse passar por Votuporanga para buscá-las. Caso isso não fosse possível, a orientação teria sido para que mãe e filha aguardassem até o período da noite para conseguir retornar a Fernandópolis.

Diante da denúncia, a equipe do Notícias Noroeste entrou em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação em busca de esclarecimentos. Segundo a pasta, foi feita uma tentativa de contato com a servidora responsável pelo setor de transporte da Saúde, porém ela estaria em horário de almoço no momento da solicitação.

A reportagem também tentou contato com o prefeito, mas foi informada de que ele participava de uma reunião e, até o fechamento desta matéria, não havia se manifestado.

Caso semelhante

Este não é o primeiro episódio envolvendo pacientes do transporte da Saúde de Fernandópolis. Há poucas semanas, o Notícias Noroeste divulgou o caso de uma gestante que também teria sido deixada para trás após atendimento fora do município, situação que gerou forte repercussão entre moradores.

O novo caso reacende o debate sobre a organização do transporte de pacientes e a necessidade de protocolos que garantam que nenhum usuário, especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas em tratamento médico, seja deixado sem assistência durante o retorno para casa.

A matéria permanece aberta. Caso a Prefeitura de Fernandópolis ou a Secretaria Municipal de Saúde encaminhem posicionamento oficial, o texto será atualizado para incluir a versão da administração municipal.

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