A morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, ganhou um novo rumo nas investigações após a conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML). O exame confirmou que a jovem morreu em decorrência de intoxicação aguda por arsênico, substância altamente tóxica. A informação altera significativamente o curso do inquérito policial, que agora busca esclarecer como o veneno foi obtido e se houve participação de terceiros.
Carolina era natural de Marília e sua morte ocorreu em maio de 2025. Na ocasião, o caso foi inicialmente registrado como suicídio. No entanto, familiares da jovem passaram a questionar essa versão e solicitaram o aprofundamento das investigações, levantando a hipótese de suicídio induzido.
Segundo relatos apresentados à Polícia Civil, Carolina teria engravidado do então namorado no final de 2023. De acordo com a família, após a descoberta da gravidez o rapaz teria pressionado a jovem a interromper a gestação, afirmando que poderia perder o apoio financeiro da família para continuar os estudos. A estudante teria realizado o aborto sob orientação do namorado e, após o episódio, teria desenvolvido um quadro de depressão.
A defesa da família é conduzida pelo advogado Caio Silva, do escritório Santel e Silva Advogados. Segundo ele, a confirmação da presença de arsênico no organismo da estudante representa um avanço importante para a investigação.
De acordo com o advogado, o laudo pericial permite que a polícia concentre esforços na identificação da origem da substância e na eventual participação de outras pessoas na obtenção do veneno.
Entre os próximos passos do inquérito está a análise do celular do ex-namorado da estudante, que ainda não prestou depoimento formal. Os investigadores pretendem verificar mensagens e outros dados que possam indicar possível indução ao suicídio ou até auxílio na obtenção do arsênico.
O inquérito é conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília e segue sob sigilo. O ex-namorado de Carolina, filho de um empresário da cidade de Garça e atualmente estudante de Administração em Campinas, deverá ser convocado para prestar esclarecimentos após a análise do material telemático.
Fontes: informações divulgadas pela Polícia Civil, defesa da família da estudante e reportagens publicadas por veículos de imprensa da região, como o portal G1 e o Marília Notícia.












