seg, 24 de agosto de 2026

Laudo aponta embolia pulmonar como causa da morte de jovem de 19 anos grávida de 9 meses achada no banheiro

Exame necroscópico encontrou um coágulo que bloqueava completamente a artéria pulmonar de Vitória Gabrieli Amaral Lima; bebê também morreu e não apresentava malformações ou lesões traumáticas. Caso ocorreu em março em Rio Preto

O laudo necroscópico apontou que a gestante, de 19 anos, que foi encontrada dentro do banheiro, morreu em decorrência de uma embolia pulmonar, em março deste ano em São José do Rio Preto (SP). Ela estava grávida de nove meses e a bebê também morreu.

Vitória Gabrieli Amaral Lima esperava por uma menina, a primeira filha. O parto estava previsto para aquele mês. No dia da morte, ela passou mal no banheiro, depois de procurar atendimento médico pelo menos duas vezes durante a semana por causa de dores na pelve.

Segundo o laudo, obtido pelo g1 nesta segunda-feira (24), um coágulo foi encontrado no interior do tronco da artéria pulmonar, bloqueando completamente a passagem do sangue. O exame também identificou congestão e edema nos pulmões, além de hemorragia.

Não foram identificadas malformações ou lesões traumáticas no corpo da criança, de acordo com o laudo. O laudo também registra que as análises feitas em amostra de sangue não detectaram álcool, drogas ou medicamentos de uso rotineiro.

À reportagem, a mãe de Vitória, a cozinheira Vanessa Aparecida do Amaral, contou que a filha reclamou de dores constantes e, por isso, questiona o atendimento prestado pela Santa Casa.

Nas duas ocasiões, Vanessa informou que a filha foi atendida e liberada para voltar para casa. Segundo a mãe, a jovem foi orientada de que os sintomas seriam “contrações de treinamento”, comuns no final da gestação.

Vanessa afirma que a Santa Casa não fez os devidos exames que pudessem prever ou constatar o diagnóstico. À época, o hospital informou que a paciente deu entrada no serviço de emergência obstétrica, passou por avaliação clínica. Conforme o hospital, os exames indicaram batimentos cardíacos do bebê e sinais vitais da mãe dentro da normalidade.

A reportagem questionou novamente a Santa Casa sobre o atendimento prestado à paciente e se, diante dos sintomas, havia indicação de investigação para a doença. Contudo, não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

g1 também questionou a Polícia Civil sobre o andamento da investigação e a conclusão do inquérito, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

Vitória estava grávida de nove meses quando passou mal e procurou atendimento médico na Santa Casa de São José do Rio Preto após sentir dores. Depois, voltou para casa.

O corpo da jovem foi encontrado pelo marido, com quem morava e mantinha um relacionamento havia cerca de dois anos.

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