Justiça prorroga prisões de suspeitos em fraudes em Universidade

A Justiça Federal prorrogou por mais cinco dias as prisões temporárias de suspeitos de fraude na venda de vagas do curso de medicina, Fieis e ProUni no campus da Universidade Brasil em Fernandópolis.

Onze dos 22 presos continuam com as prisões preventivas e o restante tiveram o prolongamento por mais cinco dias na temporária. O motivo do pedido não foi revelado, mas durante a averiguação de objetos apreendidos, como computadores, celulares, objetos pessoais e até cofres, a Policia Federal deve ter encontrados provas que justificasse manter na cadeia os envolvidos.

O diretor geral da universidade em Fernandópolis, Amauri Piratininga da Silva, o advogado Orlando Marchado Junior e o designer gráfico João Boer (Tutty) vão permanecer mais alguns dias na cadeia. Orlando é o único que está no Presídio de Riolândia.

O presidente e vice-presidente do Fernandópolis Futebol Clube, Oclécio Dutra e Ricardo Saravalli, também continuam cumprindo prisões preventivas depois de serem pegos em São Paulo, na última terça-feira, dia 3. Também foram presos na capital paulista o reitor da Universidade Brasil e dono da Uniesp, José Fernando Pinto Costa, de 63 anos, e o filho Stefano Costa, além de outras pessoas envolvidas.

Ambos usavam o dinheiro da fraude para comprar objetos de luxo, imóveis, helicópteros, jatinhos, aviões e dezenas de veículos, de acordo com o delegado da Polícia Federal Cristiano Pádua da Unidade de Jales. Há estimativa de que o esquema gerou mais de R$ 500 milhões nos último cinco anos.

Todos são acusados de participarem de um esquema de fraude na concessão do Fies e também na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente Paraguai e Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis, extrapolando o número de alunos além daqueles permitido pelo MEC.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigando a possível participação de funcionários do Ministério da Educação no esquema de fraude e a possibilidade de facilitação nos programas Fies e ProUni de servidores de bancos credenciados, como a Caixa Econômica Federal.

A PF identificou que tanto as vagas de medicina como a entrada de alunos nos programas do Fies e ProUni pode ter custado em R$ 80 mil a R$ 120 mil. A segunda fase da Operação Vagatomia é indiciar alunos e os pais que participaram do esquema fraudulento.

Os alunos já formados no Curso de Medicina, se for identificado na fraude, vão perder o CRM.

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