A Justiça de Votuporanga marcou para o dia 16 de abril de 2026, às 9h, o julgamento do policial penal Rodrigo Marques, acusado pelo Ministério Público de matar o cantor e corretor de imóveis Gustavo Caporalini e de tentar assassinar o pai e o tio da vítima, em fevereiro de 2024. O caso ganhou grande repercussão na cidade pela violência empregada e pelas circunstâncias que envolveram os crimes.
De acordo com a denúncia, Gustavo foi executado de forma repentina, em plena rua Amapá, no bairro Jardim Orlando Mastrocola, utilizando recurso que impossibilitou qualquer defesa. O Ministério Público aponta motivo torpe, emprego de meio cruel e risco à coletividade na ação. Durante o ataque, Rodrigo ainda teria disparado contra o tio da vítima, Odair Caporalini, e contra o pai, Ormélio Caporalini, para garantir a consumação do homicídio. As tentativas não se concretizaram devido ao erro de pontaria e à reação das vítimas, que entraram em luta corporal com o acusado.
Instantes antes do assassinato, conforme apuração da Polícia Civil e do Ministério Público, Rodrigo também teria agredido sua ex-companheira, Taila R. N. M., em um episódio de violência doméstica. Ele foi preso em flagrante e permanece detido desde então, com a prisão preventiva mantida pela Justiça.
Na decisão publicada no Diário de Justiça, o magistrado determinou a complementação do laudo de reconstituição pelo Instituto de Criminalística, a intimação de vítimas e testemunhas para o plenário, o sorteio dos jurados para o dia 2 de abril de 2026 e autorizou que o réu utilize roupas civis durante o julgamento, desde que sejam previamente apresentadas para revista. O juiz também negou o pedido de perícia no celular do acusado, considerando que houve preclusão, já que a solicitação não foi feita na fase de instrução.
Com a decisão de pronúncia já transitada em julgado, Rodrigo Marques será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, onde responderá por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio e lesão corporal. A sessão deve contar com forte esquema de segurança, com apoio da Polícia Militar, devido à gravidade dos fatos e à ampla repercussão na cidade.
Foto: Redes sociais/com Jornal A Cidade












