Justiça condena prefeitura da região a pagar indenização para família de paciente que morreu durante briga entre médicos 

Caso aconteceu no dia 28 de setembro de 2010, em São José do Rio Preto/SP. Carlos Ferreira da Silva, de 51 anos, foi levado ao local por familiares com suspeita de infarto, mas morreu após ambulância demorar; prefeitura deve pagar R$ 600 mil.

A Justiça condenou a Prefeitura de São José do Rio Preto/SP a pagar R$ 600 mil de indenização a família do vendedor Carlos Ferreira da Silva, que morreu durante uma prestação de socorro na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Norte, após dois médicos pararem o atendimento para brigar entre eles. 

De acordo com informações obtidas na sentença, o caso aconteceu no dia 28 de setembro de 2010. Carlos Ferreira da Silva foi levado ao local por familiares com suspeita de infarto. 

O médico plantonista teria confirmado a suspeita e solicitado a imediata transferência para um hospital que teria melhores recursos. No entanto, a ambulância demorou cerca duas horas para chegar ao local. 

Ainda segundo o processo, quando o veículo chegou, o médico estava realizando manobras de reanimação do paciente e, ao questionar sobre a demora, o outro médico teria desferido um tapa no rosto dele e o chamado de “babaca”. 

Em seguida, os dois profissionais teriam interrompido o atendimento médico e começado a brigar. Após a confusão acabar, o vendedor Carlos Ferreira da Silva já estava sem vida. 

A família da vítima, que entrou com processo contra a prefeitura, pediu a condenação por danos morais, bem como indenização pelas despesas de funeral, luto e sepultura. 

O juiz responsável pelo caso considerou a demora inconcebível e injustificável e responsabilizou o município por toda confusão. O médico da ambulância, Rodrigo Tadeu Silvestre, foi demitido por justa causa. Na época, o então secretário municipal da saúde José Victor Maniglia afirmou que é inadmissível um funcionário agredir no decorrer do trabalho. 

João Carlos de Mauro Filho, o outro profissional envolvido na briga, foi afastado na época por 30 dias. Não há informações se ele voltou a exercer a função. 

A Procuradoria Geral de Rio Preto informou que ainda não foi notificado sobre a decisão da Justiça. 

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