qua, 12 de agosto de 2026

Jovem que morreu em rio ao tentar salvar namorada também afogada era pai de bebê: ‘Coração enorme’, diz prima

Alan Roberto Carmelito e Polyana Daiara Carvalho morreram afogados no Rio Paraná, em Rubinéia (SP), no domingo (12). Prima de Alan relata rotina, trabalho e relação com o filho, de apenas três meses.

O jovem de 24 anos que morreu afogado ao tentar salvar a namorada, que também entrou na água e afundou, no trecho do Rio Paraná em Rubinéia (SP), no domingo (12), era pai de um bebê de três meses e foi descrito pela prima como alguém vaidoso e de “coração enorme”.

Alan Roberto Carmelito tentou socorrer a Polyana Daiara Carvalho, de 30 anos, que entrou na água e desapareceu. Os bombeiros encontraram os corpos dos dois a cinco metros de profundidade.

Ao g1, a prima de Alan, Andressa Cristina Lima de Oliveira, de 35 anos, contou que ele era conhecido pelo jeito leve e bem-humorado. Segundo ela, o jovem mantinha uma relação próxima com a família.

“Ele era uma pessoa maravilhosa, só quem conhece sabe. De um coração enorme, gigante, que não cabia no peito. Quando ele chegava nos encontros da família, era motivo de alegria, de brincadeira”, comenta Andressa.

De acordo com a prima, Alan deixa um filho de três meses, fruto do relacionamento anterior com a ex-mulher. Mesmo após a separação, há cerca de três meses, ele mantinha contato frequente com a criança.

Andressa ainda disse que o jovem tinha uma rotina disciplinada na academia. Ele trabalhou por um período em uma clínica veterinária e, recentemente, passou a atuar em uma piscicultura em Macedônia (SP).

Nos momentos de lazer, Alan costumava se reunir com amigos, especialmente próximo ao rio, onde gostava de fazer churrasco, segundo relatou a prima. A morte dele causou forte comoção entre familiares, que destacam a forma repentina como ocorreu.

“Ele gostava muito de ir para a beira do rio, distraía a cabeça, conversava, ficava com a turma, fazia churrasco. Ele tinha muita coisa para aprender e se foi tão cedo assim, deixando um buraco muito fundo no nosso coração. Nossa família está entristecida demais. Um menino que tinha tanto para viver e acontece isso. Dói muito”, lamentou a prima.

Alan morava em Santa Clara D’Oeste (SP), onde foi enterrado. A notícia de sua morte repercutiu na comunidade. A prefeitura publicou uma nota nas redes sociais, ainda no domingo, lamentando o ocorrido e se solidarizando com a família.

Já Polyana morava em Santa Fé do Sul, mas era natural de Cassilândia (MS), onde foi enterrada. Ela trabalhava na Santa Casa da cidade paulista, que também emitiu uma nota de pesar lamentando a morte da funcionária. G1

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