Diego Pereira Germano de Barros, de 20 anos, era gerente da loja de conveniência do estabelecimento localizado em Tanabi (SP). Até sexta-feira (27), ele já tinha percorrido 1.900 km.
Com “espírito aventureiro” e o sonho de conhecer novas culturas, Diego Pereira Germano de Barros, de 20 anos, tomou a difícil decisão de largar o emprego em um posto de combustíveis de Tanabi (SP) para viajar de bicicleta pela América do Sul.
O jovem era gerente na loja de conveniência do estabelecimento e trabalhava com carteira assinada. Devido à condição financeira limitada, Diego juntou as economias para planejar a viagem, pensando em gastar o mínimo possível.
Inicialmente, ele levantou quatro alternativas: viajar de avião, de carro, de moto ou de bicicleta. Ao g1, o jovem contou por que escolheu especificamente a última opção da lista para colocar o roteiro em prática.
“Além de ser a opção mais barata e prática, ela proporciona conhecer os lugares com mais calma e prestar atenção nos detalhes de cada lugar. Porque, com ela, você sente o terreno, conhece mais as pessoas e culturas, do que com um carro, que você passa despercebido por lugares incríveis”, explica.
Na quinta-feira (26), fez 36 dias que o jovem começou essa “jornada”, que tem lhe proporcionado contemplar paisagens exuberantes e entender um pouco mais sobre as características de cada um dos lugares visitados.
“Desde então, já passei por São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraguai e, agora, estou na Argentina em direção à capital (Buenos Aires). Depois, vou para o Uruguai e volto para o Brasil”, revela.
Diego conta que, até sexta-feira (27), foram mais de 1.900 km percorridos. Depois de finalizar o itinerário no Uruguai, ele pretende usar o veículo de duas rodas para visitar todos estados brasileiros, até chegar em Pernambuco. Em seguida, seguirá para uma nova missão.
“Chegando em Pernambuco, quero visitar minha família e seguir para países montanhosos, como a Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Bolívia, até completar toda a América do Sul de bike” revela.
Planejamento (e imprevistos)
Além de manter uma organização financeira, o jovem sempre planeja o próximo dia de viagem na noite anterior. O objetivo é evitar que situações indesejadas ocorram ao longo do caminho, como chuvas e interdições de trânsito.
“Antes de dormir, eu programo a possível próxima parada para já estar preparado mentalmente e fisicamente. Eu também estabeleço a cidade em que vou parar, procuro postos de gasolina para passar a noite, monto minha barraca com os equipamento de dormir”, explica.
Em casos específicos, ele procura algum posto de combustíveis com infraestrutura para conseguir lavar roupa e organizar a bagagem. Quando não encontra, a solução é usar alguma área de camping que seja mais em conta.
Entretanto, como todo planejamento tem seus imprevistos, o jovem revelou à reportagem alguns dos principais “perrengues” que passou até agora.
“A tela do meu celular quebrou durante a viagem e eu tive que ir atrás de um lugar para poder trocar ela, se não ia perder tudo que registrei até agora. Fora isso, tem as quedas pelo caminho né, quando não tem acostamento e os caminhões buzinam para mim”, conta.
* Colaborou sob supervisão de Henrique Souza G1












