qua, 12 de agosto de 2026

Jovem de Santa Fé do Sul morre em combate na guerra na Ucrânia ao ser atingido por drone, diz mãe

Mãe disse que Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, morador de Santa Fé do Sul (SP), foi atingido por drone em dezembro. Morte foi informada a ela no sábado (17).

Um jovem de 25 anos de Santa Fé do Sul, interior de São Paulo, morreu em combate na guerra na Ucrânia. A mãe, Clarice Batista de Almeida, disse que Felipe de Almeida Borges foi atingido por um drone na primeira missão em dezembro. A morte foi informada a ela no sábado (17).

À TV TEM, Clarice contou que o filho embarcou de São Paulo para Madrid, na Espanha, no dia 19 de novembro, com a justificativa de que iria viajar. A previsão de retorno para o Brasil, segundo a mãe, era no dia 1º de dezembro. Contudo, a mãe soube por amigos dele sobre o alistamento do filho na guerra.

Felipe, conforme Clarice, foi convencido a se alistar mediante a promessa de pagamento de R$ 25 mil mensal e evitava falar com ela sobre o dia a dia no treinamento, uma vez que acreditava que a mãe ficaria preocupada e abalada com as notícias sobre a guerra.

Diante disso, Clarice relatou que a última vez que conversou com o filho foi dia 9 de dezembro, quando o jovem avisou à irmã que iria ao campo de batalha. No dia seguinte, ficou incomunicável.

No sábado, a irmã de Felipe soube da morte do jovem, após ser procurada por um amigo dele, que mantinha contato com um comandante da guerra. “O meu chão se abriu e eu comecei a ver ela desmaiando”, contou a mãe.

De acordo com a irmã, Felipe ficou gravemente ferido ao ser atingido por um drone. Agora, a família busca alternativas para a possibilidade do translado do corpo. No entanto, de acordo com o apurado pelo g1, Felipe atuou na linha de frente da batalha e, por isso, o corpo ainda não foi resgatado.

“O Felipe está morto desde dezembro. O Felipe não ficava o dia inteiro sem mandar mensagem, ele sabia a mãe preocupada que ele tinha. Ele foi para servir a uma guerra que não é dele. Ele pensou que dará uma vida melhor para a mulher dele e montar o próprio negócio dele. Mas, ele foi e morreu lá. Nada mais do que justo eles mandarem o meu filho de volta”, lamentou Clarice.

O g1 questionou o Ministério das Relações Exteriores sobre o translado do corpo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ministério recomenda que brasileiros recusem ir para guerras

Em junho deste ano, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, no contexto de guerras armadas.

Segundo o órgão, tem sido registrado aumento no número de casos brasileiros que morrem em conflito de ambos os lados ou que encontram dificuldades para interromper a participação no serviço.

Por isso, o ministério recomendou que propostas de trabalho para fins militares sejam recusadas. De acordo com o órgão, a assistência consular, nesses casos, pode ser “severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de outros países”.

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