sáb, 27 de junho de 2026

Integrante de equipe de rope jump admite que morte de jovem poderia ser evitada se houvesse checagem de segurança

Em depoimento prestado à Polícia Civil, Gusttavo Losi, integrante da equipe de esportes radicais envolvida no acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, revelou detalhes sobre os momentos que antecederam a tragédia. A jovem de 19 anos morreu no dia 13 de junho após ser lançada em um salto de rope jump — modalidade semelhante ao bungy jump — na Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios paulistas de Limeira e Cordeirópolis, sem que as cordas de segurança estivessem presas a ela. Losi admitiu publicamente que a morte da jovem poderia ter sido evitada caso os protocolos mais básicos de conferência dos equipamentos tivessem sido respeitados pela organização.

Após prestar esclarecimentos oficiais, o rapaz foi liberado pelas autoridades, que entenderam que ele não teve culpa direta pela queda. Em entrevista à emissora EPTV, Losi explicou que sua única função no evento era recepcionar os participantes e realizar a preparação inicial dos clientes, o que incluía colocar as cadeirinhas de alpinismo, o peitoral e os mosquetões. Ele relembrou que conversou com Maria Eduarda minutos antes do salto para tentar acalmá-la, pois ela aparentava estar bastante assustada por ser sua primeira experiência no esporte radical, e garantiu a ela que tudo correria bem.

O assistente relatou que já estava preparando o próximo cliente da fila quando ouviu o barulho do impacto da queda de Maria Eduarda. Ele desceu imediatamente até a base da ponte acompanhado por uma enfermeira e uma fisioterapeuta para tentar prestar os primeiros socorros. Segundo o relato, a jovem ainda estava viva e respirando com muita dificuldade no chão. Losi chegou a afrouxar um dos mosquetões no peito da vítima para tentar facilitar a entrada de ar em seus pulmões, seguindo as orientações da profissional de saúde presente, que recomendou não remover a estrutura para evitar agravar possíveis lesões.

Ao analisar o erro fatal, Losi apontou que o acidente aconteceu puramente por negligência na conferência dos equipamentos, afirmando que a equipe apenas posicionou a jovem na plataforma e permitiu o salto sem fazer a revisão obrigatória que garantiria que ela estava amarrada. O jovem, que trabalhava como prestador de serviços temporário para o grupo Entre Cordas desde 2025, lamentou profundamente o ocorrido e afirmou que as cenas do acidente o acompanharão pelo resto da vida. Pelo envolvimento direto na operação do salto, a Polícia Civil prendeu seis pessoas ligadas à organização do evento, incluindo os três operadores que lançaram a jovem da ponte, e todos responderão pelo crime de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

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