qua, 12 de agosto de 2026

Inquérito que indicia segurança por homicídio doloso de empresário em bar também aponta agressão de familiares da vítima à mãe do suspeito

Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, foi preso no dia 4 de novembro, em Planalto (SP) e levado ao CDP em Rio Preto (SP), cidade onde o crime ocorreu. Geovani Svolkin da Silva, de 30 anos, foi morto no dia 26 de outubro. Inquérito foi concluído.

O inquérito policial que indiciou o segurança Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, por homicídio doloso do empresário Geovani Svolkin da Silva, de 30, durante uma briga em um bar de São José do Rio Preto (SP), também aponta agressão de familiares da vítima à mãe do suspeito.

Keven foi indiciado por homicídio doloso (ou seja, com intenção de matar) qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil, e está preso desde o dia 4 de novembro. A esposa, a cunhada e o irmão de Geovani também foram indiciados por lesão corporal contra a mãe de Keven, que foi agredida durante a discussão. Eles responderam à investigação em liberdade.

As informações foram apuradas pela produtora de reportagem da TV TEM Janaína de Paula após a conclusão do inquérito. Keven teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto.

Keven foi preso após ser localizado pela Polícia Militar escondido entre o forro e o telhado na casa do pai dele em Planalto, a cerca de 60 quilômetros de Rio Preto. Ele era considerado foragido desde o crime, que ocorreu no dia 26 de outubro quando atirou e matou Giovani.

No dia seguinte à prisão, Keven falou pela primeira vez com a imprensa e disse que agiu para defender os pais. “Sou inocente. Foi legítima defesa, estavam espancando meus pais. Eu não tive nenhuma intenção de chegar aonde chegou”, disse Keven.

TV TEM questionou os advogados de defesa de Keven, Renato Marão e Carlos Nimer, sobre o indiciamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o delegado Marcelo Ferrari, responsável pela investigação, o resultado do laudo pericial das imagens da briga, registradas no dia do crime, ainda não foi emitido.

O laudo complementar no corpo de Geovani, pedido pelo Ministério Público, reconheceu que ele recebeu um dos tiros pelas costas. Com a conclusão do inquérito policial, cabe ao MP decidir se envia ou não a denúncia contra o homem à Justiça.

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