Inauguração de nova estação brasileira na Antártica é adiada em razão do mau tempo

Baixa visibilidade na base chilena Eduardo Frei inviabilizou decolagem de avião da FAB que levaria vice-presidente Mourão e ministros até a Antártica.

A solenidade de reinauguração da nova Estação Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, na Antártica, foi adiada para a próxima quarta-feira devido ao mau tempo na base chilena Eduardo Frei.

O avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) que trará o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e os ministros Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e Fernando de Azevedo e Silva, da Defesa, ainda não pode decolar do aeroporto de Punta Arenas, no Chile.

Não há condições para o pouso devido à baixa visibilidade. Na última segunda-feira, um avião chegou a arremeter ao tentar pousar na pista de Eduardo Frei. Caso não haja melhora nas condições do tempo, a cerimônia será mais uma vez adiada.

O vice-presidente permanece em Punta Arenas, aguardando a melhora do clima. O mau tempo prejudica a visibilidade há três dias na área da base chilena, na Antártica. Quando conseguir desembarcar, o vice e a comitiva deverão seguir no navio polar Almirante Maximiano, em três horas de navegação, até a Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, onde fica a Estação Comandante Ferraz.

Promessa para a ciência

A reinauguração da base brasileira na Antártica acontecerá quase oito anos após o incêndio que a destruiu parcialmente com a promessa de impulsionar as pesquisas científicas brasileiras na Antártica.

O número de laboratórios saltou de quatro para 17, abrangendo diversas especialidades, como meteorologia, biociências, química e microbiologia. Os investimentos alcançaram US$ 99,6 milhões de dólares (R$ 407 milhões, no câmbio atual).

— A nova estação significa um novo patamar de pesquisas na Antártica. Na península, é a maior estrutura de pesquisa. Tem 14 laboratórios internos e três externos, que permitirão um salto qualitativo enorme na pesquisa brasileira — diz o botânico Paulo Câmara, da Universidade de Brasília, que conduz pesquisas no continente e participará da reinauguração.

O vice-presidente Hamilton Mourão havia embarcado para o Chile na manhã da segunda-feira.

Demora na obra

A construção foi marcada por atrasos. A assinatura do contrato de construção com a empresa chinesa Ceiec, vencedora da licitação, só aconteceu em 2015, três anos depois do incêndio. Em 2016, a estrutura e os módulos começaram a ser fabricados na China.

A fase de montagem terminou em 2018. A inauguração chegou a ser anunciada para fevereiro de 2019, mas foi adiada. As obras ocorreram apenas durante o verão antártico, entre outubro e abril.

A estação receberá 30 pesquisadores — capacidade máxima do navio Ary Rongel, usado para chegar à península — logo após a inauguração. Ao longo do ano, 120 cientistas passarão pela base.

FONTE: Informações | oglobo.globo.com

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