O ambiente de trabalho na Secretaria Paroquial da Igreja Santa Rita de Cássia, em Fernandópolis, tem sido marcado pelo medo e pela apreensão nos últimos dias. Funcionárias do local denunciam estar sendo alvo de intimidações e ameaças por parte de algumas pessoas em situação de vulnerabilidade e dependentes químicos que frequentam as imediações. Segundo os relatos, as abordagens tornam-se mais tensas especialmente no horário do almoço, quando indivíduos procuram a secretaria para solicitar dinheiro ou alimentos de forma agressiva.
De acordo com as informações apuradas, o tom das solicitações muitas vezes ultrapassa o pedido de ajuda. Algumas funcionárias afirmam que os homens utilizam o histórico de passagens pelo sistema prisional para intimidá-las, mencionando inclusive conhecer detalhes sobre a rotina de seus familiares. Em casos mais graves, as trabalhadoras relataram ter sofrido ameaças de morte quando os pedidos não são atendidos prontamente. A situação transformou o cotidiano da paróquia, um local tradicionalmente dedicado ao acolhimento e à fé, em um cenário de vigilância e preocupação constante com a integridade física de quem atua no setor administrativo.
Além da questão da segurança, o desrespeito ao patrimônio religioso também gerou revolta. Recentemente, um forte odor vindo do confessionário da igreja matriz chamou a atenção dos frequentadores. Ao verificarem o espaço, funcionários encontraram marmitas escondidas e em estado de decomposição, o que causou mau cheiro e exigiu uma limpeza profunda do local sagrado. O episódio é visto pela comunidade como um reflexo do descontrole sobre a circulação de pessoas no interior do templo sem o devido acompanhamento.
Diante do agravamento dos episódios, as autoridades de segurança já foram comunicadas sobre os incidentes. As funcionárias e a comunidade local cobram agora providências mais eficazes e maior policiamento na região central para garantir que o trabalho de assistência possa continuar sem que a segurança de ninguém seja colocada em risco. O impasse levanta um debate sobre o equilíbrio entre o apoio social aos necessitados e a necessidade de proteger os trabalhadores e frequentadores de espaços religiosos contra atos de violência e intimidação. Fonte: Região Noroeste:












