qua, 12 de agosto de 2026

Família e amigos seguem à procura de estudante trans desaparecida há 15 dias em Ilha Solteira

Carmen de Oliveira Alves, de 25 anos, foi vista pela última vez após sair da Unesp no dia 12 de junho. Área de mata e margem de rio estão entre os pontos vasculhados por equipes com apoio de drones.

O desaparecimento da estudante Carmen de Oliveira Alves, de 25 anos, completa 15 dias nesta quinta-feira (26) em Ilha Solteira (SP)A jovem, que cursa zootecnia na Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi vista pela última vez após sair da instituição, no dia 12 de junho, depois de entregar um trabalho. Desde então, não há qualquer confirmação sobre o seu paradeiro.

As investigações da Polícia Civil seguem sob sigilo. Segundo apuração da TV TEM, amigos e familiares de Carmen já prestaram depoimento, e a Justiça autorizou a quebra de sigilos telefônico e bancário da estudante. O material, de acordo com a equipe de reportagem, ainda está sendo processado pelos investigadores.

Buscas continuam sendo feitas por agentes da Guarda Civil Municipal com o apoio da Polícia Militar, voluntários, amigos e familiares. Câmeras de segurança também estão sendo analisadas. Cerca de 100 horas de imagens estão em avaliação pelas equipes.

Entre os locais vasculhados estão a região próxima ao rio da cidade, onde o sinal do celular de Carmen foi captado pela última vez, no bairro Bela Vista. Também foram realizadas buscas em uma área de mata próxima à universidade, onde foram encontradas marcas de pneus compatíveis com os da bicicleta elétrica que ela usava no momento do desaparecimento.

Passeatas e manifestações vêm sendo realizadas por moradores e pessoas próximas à jovem para mobilizar a população e incentivar o compartilhamento de informações que possam ajudar nas investigações. Um dos apelos é para que moradores e comerciantes da região verifiquem imagens de câmeras de segurança, especialmente nas imediações da Unesp.

Carmen tem aproximadamente 1,70 metro de altura, é negra, tem cabelos pretos cacheados e olhos castanhos. A Polícia Civil disponibilizou um canal para receber denúncias anônimas. Informações podem ser enviadas pelos telefones 190 ou 181.

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