qua, 12 de agosto de 2026

Estado de São Paulo estrutura ampla rede de apoio para combater a violência contra a mulher

Mulheres vítimas de violência no estado de São Paulo contam com um sistema integrado de proteção que combina ferramentas digitais, unidades de saúde, suporte policial e ações voltadas à reconstrução da autonomia financeira e emocional. A rede estadual de apoio atua desde o atendimento emergencial de socorro até a inclusão em programas habitacionais e no mercado de trabalho, ampliando as alternativas para que as vítimas possam romper o ciclo de abusos com segurança.

Para situações de emergência imediata, o acionamento da Polícia Militar pelo telefone 190 direciona as chamadas para a Cabine Lilás, onde policiais femininas treinadas fazem a triagem de risco durante 24 horas por dia. O aplicativo SP Mulher Segura e a plataforma DDM Online expandem o acesso aos serviços, permitindo o registro de boletins de ocorrência a distância e disponibilizando o Botão do Pânico para quem possui medidas protetivas judiciais. Presencialmente, a assistência é prestada nas Delegacias de Defesa da Mulher, em salas com suporte para videoconferência e nas Salas Lilás, que garantem privacidade em perícias e acolhimento em postos de saúde e unidades do IML.

A cobertura estadual inclui estruturas itinerantes, como o Circuito Integrado de Proteção e o Ônibus SP Por Todas, que levam atendimento jurídico, psicológico e registro de denúncias aos municípios do interior. Para conter os agressores, o estado utiliza o monitoramento por tornozeleiras eletrônicas integrado à patrulha preventiva da Polícia Militar. Já na capital, o programa Abrigo Amigo disponibiliza videochamadas ao vivo em painéis digitais para acompanhar mulheres que esperam condução em pontos de ônibus no período noturno.

Na frente de recuperação social e proteção contínua, o governo paulista disponibiliza um auxílio-aluguel mensal de R$ 500 para beneficiárias com medida protetiva que precisam deixar a própria residência. Além disso, as Casas da Mulher Paulista oferecem cursos de capacitação profissional, suporte para criação de currículos e apoio psicológico para a inserção no mercado laboral, enquanto o Protocolo Não Se Cale treina funcionários do setor de lazer e gastronomia para identificar e combater episódios de assédio e importunação sexual em estabelecimentos comerciais.

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