qua, 12 de agosto de 2026

Equipe da Marinha faz buscas por corpo de estudante trans assassinada em Ilha Solteira

Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, desapareceu em 12 de junho. Polícia trata o caso como feminicídio. Marcos Yuri Amorim, namorado da jovem, é um dos suspeitos. O segundo suspeito, conforme a polícia, é o amante dele, o policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira.

As buscas pelo corpo de Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, ganharam um reforço da equipe da Marinha brasileira neste sábado (19) em Ilha Solteira (SP). A estudante de zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está desaparecida desde 12 de junho, e o caso é investigado como feminicídio.

A investigação indicou que o namorado Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira a assassinaram. Ambos foram presos. A polícia também encontrou ossos queimados na propriedade de Marcos. As amostras foram encaminhadas para análise de DNA na quarta-feira (16).

Com o uso de uma moto aquática, os militares iniciaram uma varredura no rio São José dos Dourados, próximo ao sítio onde mora o namorado da jovem. A localização foi indicada pelo delegado responsável pelo caso, Miguel Rocha, com base na movimentação dos investigados.

Além da Marinha, profissionais da Unesp também auxiliam nas buscas com um equipamento que utiliza ondas eletromagnéticas para mapear o solo, especialmente em uma área da propriedade com terra revirada e grama recém-plantada. Essa mesma região já havia sido alvo de buscas com Sound Navigation and Ranging (Sonar) e drones por parte da Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros, com apoio de pescadores.

Segundo o boletim de ocorrência, a estudante estava na Unesp, onde fez uma prova do curso, antes de desaparecer. Ela foi vista pela última vez perto de um ginásio.

Desaparecimento

Segundo o relato da mãe à polícia, Carmen saiu de casa na noite do dia 11 de junho com uma bicicleta elétrica preta. Ela foi vista pela última vez nas imediações da universidade, onde havia feito uma prova. Seu celular teve o último sinal captado próximo ao rio da cidade.

Buscas feitas em áreas de mata próximas à universidade encontraram marcas de pneus compatíveis com os da bicicleta. A jovem nunca havia desaparecido antes, e a família mobilizou amigos e a comunidade em manifestações e ações de procura.

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