Em caso de paralisação, FPF estuda seguir Campeonato Paulista fora de São Paulo

O governo de São Paulo deve anunciar, na tarde desta quinta-feira (11), a paralisação do futebol no Estado

O governo de São Paulo decidiu paralisar o futebol no estado por conta da pandemia da Covid-19. A Feferação Paulista foi avisada, na manhã desta quinta-feira (11), que a decisão do governador João Doria (PSDB), deve ser feita nesta tarde, em coletiva de imprensa.

A medida deve passar a valer a partir deste final de semana, sendo assim, a partida entre Palmeiras e São Caetano, que acontece ainda nesta quinta, deve ser mantida.

A decisão causou revolta da FPF que acredita ter total segurança para seguir a competição. Internamente, segundo apuração da Goal, caso seja confirmada a paralisação do torneio, a Federação Paulista não descarta seguir o campeonato em outro estado.

Na última quarta-feira (10), a CBF soltou uma nota oficial junto aos clubes e as federações assegurando a continuidade das competições nacionais. O Corinthians, por exemplo, tem jogo da Copa do Brasil na próxima terça-feira (16), em Pernambuco, e precisará treinar longe de São Paulo.

Confira a nota da CBF: 

O encontro virtual (10) contou com a participação dos 40 clubes das Séries A e B e das Federações Estaduais, que também representaram as equipes das Séries C e D.

“Temos um trabalho incansável e de alto nível técnico, que se traduz num protocolo sanitário e processo de testagem permanente, que oferecem ambiente seguro e controlado aos jogadores e comissões técnicas. A temporada de 2020 demonstrou a robustez desse trabalho e gerou aprendizados que nos tornam hoje ainda mais preparados. O futebol brasileiro não vai parar”, afirma Rogério Caboclo, Presidente da CBF.

Embasadas nos dados científicos apresentados pela Comissão Médica Especial em relação à temporada 2020, as entidades enfatizam que:

1 – a disputa das competições de futebol estaduais e nacionais, sem a presença dos torcedores nos estádios, ocorre em um ambiente seguro e controlado, continuamente monitorado por meio de testes e inquéritos epidemiológicos;

2 – esse controle está regulamentado em protocolos de segurança desenvolvidos pelos médicos do futebol, infectologistas e epidemiologistas, aprovados pelas autoridades de saúde, e aplicados nas competições estaduais e nacionais;

3 – com relação às competições nacionais, a CBF aplicou até este momento quase 90 mil testes, com taxa de positividade de apenas 2,2%, e analisou mais de 110 mil inquéritos epidemiológicos para garantir a segurança e a saúde dos profissionais que atuam no futebol, em especial jogadores, comissões técnicas e árbitros. Há rígidos protocolos que orientam as melhores práticas em relação às viagens, hospedagens, refeições, treinamentos, entre outros;

4 – estudos científicos elaborados por médicos especialistas atestam que não houve contágio entre os jogadores durante as partidas, resultados comprovados a partir do monitoramento de jogos das quatro séries do Campeonato Brasileiro, mediante a aplicação de técnicas como sequenciamento genético do vírus, constituindo-se no maior estudo feito no mundo sobre pandemia e futebol. Foram 21 competições, 367 equipes, 2.423 jogos e 218 mil minutos de futebol contabilizados pela Comissão Médica em seu trabalho científico;

5 – do ponto de vista econômico, a realização dos jogos e competições representa a quase totalidade dos recursos obtidos pelos clubes e, consequentemente, da manutenção dos empregos por eles gerados, especialmente aos profissionais que recebem as menores remunerações. Importante lembrar que dos 11.300 contratos profissionais ativos registrados na CBF, 80% deles apresentam valores inferiores a cinco salários mínimos mensais. Recente levantamento efetuado pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), reportado à CBF por seus dirigentes, apurou que cerca de 90% dos atletas sentem-se seguros e apoiam a continuidade das competições.

6 – do ponto de vista do auxílio no enfrentamento à pandemia, além dos dados científicos colocados à disposição das autoridades sanitárias, o futebol transmitido ao vivo em diversas plataformas oferece ao público uma opção de entretenimento em casa, auxiliando o poder público em suas campanhas para evitar aglomerações.

Por tudo isso, a CBF, Federações e Clubes entendem que existem todas as condições para a continuidade das competições com segurança e responsabilidade, a exemplo do que é verificado nos principais países do mundo e nos mais diversos esportes, não havendo registro, entre as ligas mais importantes, de nenhuma paralisação durante a segunda onda da pandemia nos seus respectivos países.

A CBF ressalta ainda que, desde o início da pandemia, o futebol trabalha em permanente diálogo e alinhamento com as orientações das autoridades sanitárias dos estados e cidades onde ocorrem as partidas.

 

Goal.com.br

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