As obras de duplicação da Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, considerada a maior passarela automotiva do estado de São Paulo, alcançaram a importante marca de 75% de conclusão. Com 2,4 quilômetros de extensão, a estrutura cruza o Rio Tietê e desempenha um papel fundamental na ligação entre os municípios de Novo Horizonte e Pongaí. O projeto segue em ritmo acelerado e a expectativa é que a nova pista seja totalmente entregue aos motoristas ainda neste ano.
O projeto em execução não vai substituir a ponte que já existe, mas sim somar a ela. Os operários trabalham na construção de uma estrutura totalmente paralela, erguida no sentido leste da Rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre os quilômetros 229 e 232. Quando tudo estiver pronto, a nova ponte abrigará duas faixas de rolamento para os veículos. Enquanto isso, a antiga estrutura passará por uma revitalização completa e será adaptada exclusivamente para o trânsito seguro de pedestres e ciclistas, recebendo inclusive um reforço na iluminação pública. Toda essa modernização recebe um investimento expressivo de R$ 387,3 milhões.
A engenharia por trás do projeto impressiona pelos números e pela complexidade logística. Para dar sustentação às novas faixas de rolamento, foi necessária a instalação de 124 estacas gigantescas, sendo que 112 delas ficam fincadas diretamente no leito do rio. O andamento do cronograma é impulsionado por uma usina de concreto instalada no próprio canteiro de obras, que produz as 208 vigas pré-moldadas do projeto, cada uma medindo 41 metros de comprimento e pesando 74 toneladas. No vão central da ponte, que possui 125 metros de largura, os engenheiros adotaram uma técnica especial de construção para garantir que os trabalhos aéreos e as balsas de apoio não atrapalhassem o vaivém de embarcações que utilizam a Hidrovia Tietê-Paraná.
Além do gigantismo estrutural, a obra se destaca pelo rigoroso cuidado com a preservação ambiental. Como a maior parte da construção acontece dentro da água, equipes monitoram constantemente o Rio Tietê. Todo o solo retirado dos tubos de fundação é separado e passa por um processo de decantação antes de ser descartado adequadamente fora do leito do rio, evitando a poluição da água com sedimentos. Nas margens, biólogos e veterinários trabalham em plantão para isolar os trechos que receberão as máquinas e resgatar os peixes e outros animais aquáticos antes do início de qualquer intervenção pesada.
O impacto econômico e logístico dessa duplicação será sentido diretamente no bolso dos produtores e na rotina dos motoristas do noroeste paulista. A ponte é o principal corredor para o escoamento da rica produção agrícola e industrial da região, recebendo o fluxo de mais de 1,3 milhão de veículos por ano. A região também é altamente estratégica por sua conexão direta com a Hidrovia Tietê-Paraná, que chega a movimentar anualmente cerca de 81,5 mil passageiros e mais de 1,3 milhão de toneladas de cargas essenciais, como soja e cana-de-açúcar.
A ampliação da ponte entre Novo Horizonte e Pongaí faz parte do “SP Pra Toda Obra”, um megapacote de mobilidade do Governo do Estado de São Paulo que completou seu primeiro ano. Considerado o maior programa de infraestrutura viária da história paulista, o plano já movimentou R$ 144,6 bilhões em investimentos públicos e privados, englobando melhorias em mais de 61 mil quilômetros de rodovias. O programa reúne projetos estratégicos de longo prazo e engloba outros marcos históricos aguardados há décadas pela população, como a retomada do trecho norte do Rodoanel Mário Covas e a futura construção do Túnel Santos-Guarujá na Baixada Santista.












