Jovem estava envergonhada e disse que não quer mais viver em Goiás, segundo a polícia. Mulher havia desaparecido no dia 6 de maio após sair para trabalhar.
A empregada doméstica Gisele Heloísa Alves Silva, de 29 anos, que foi considerada desaparecida por quatro dias, pediu à polícia que não avisasse a família de que ela havia sido encontrada, afirmou a delegada responsável pelo caso, Carla de Bem. Segundo a corporação, Gisele afirmou ter fugido por causa de dívidas.
“Ela não queria avisar [à família], não queria nem que nós avisássemos à família. Ela disse que estava envergonhada e sem saber que atitude tomar”, afirmou Carla.
A família denunciou o desaparecimento da mulher no dia 6 de maio, em Goianira, Região Metropolitana de Goiânia, e a doméstica foi encontrada quatro dias depois, no sábado (10).
Na delegacia, Carla contou que, após insistir, Gisele aceitou que os policiais chamassem o pai dela para buscá-la.
Ainda de acordo com a delegada, a doméstica também afirmou que não quer mais viver em Goiás.
Como não cometeu nenhuma ilegalidade, Carla afirmou que Gisele não deve responder criminalmente, e que pedirá o arquivamento do caso.
Procura por Gisele
De acordo com a família, Gisele havia desaparecido após o carro em que ela estava ficar sem combustível, na manhã de terça-feira (6), em Goianira, enquanto seguia para o trabalho como empregada doméstica, em Goiânia.
Ela chegou a enviar um vídeo para o marido Luan Lucas, de 38 anos, mostrando onde deixaria o veículo antes de chamar uma moto por aplicativo
Segundo Luan, quando ele foi buscar o carro durante a tarde do mesmo dia, não conseguiu mais conversar com a esposa e procurou os patrões de Gisele, que informaram que ela não havia aparecido no trabalho. Sem encontrar a esposa, o marido registrou um boletim de ocorrência do desaparecimento.
As buscas pela mulher começaram na quarta-feira (7), segundo a polícia. De acordo com a delegada Carla, a corporação conseguiu encontrar imagens de câmeras de segurança que mostravam Gisele caminhando por Goiânia.
“Nós não conseguíamos encontrar ela porque ela tinha descartado o celular e não queria ser encontrada”, afirmou.
Carla contou que, cerca de 48 horas após o início das buscas, a polícia descobriu que a mulher havia entrado em um ônibus e desembarcado em Guarulhos, seguindo depois para Santos, no Estado de São Paulo. Lá, a delegada afirmou que Gisele conseguiu uma carona com um caminhoneiro e tinha planos de seguir até Palmas, no Tocantins.
“Ela explicou que estava desesperada, disse que não queria voltar pra casa e saiu meio sem rumo, sem destino em São Paulo e acabou encontrando esse rapaz que poderia dar uma carona para ela”, declarou.
Encontrada
Após a polícia receber a informação de que Gisele estaria seguindo rumo a Palmas em um caminhão, a delegada contou que um bloqueio foi montado no trajeto próximo a Itumbiara, região sul de Goiás, com o apoio da Polícia Militar, que abordou vários caminhões até encontrar a mulher, no sábado (10).
Segundo o major da Polícia Militar, Eduardo Abílio, Gisele foi encontrada na cabine do caminhão com o motorista.
“Ela estava junto com esse caminhoneiro e no momento da abordagem foi solicitado que descesse o veículo e foi constatado que se tratava da desaparecida”, afirmou.
Eduardo também contou que acredita que Gisele sabia que estava sendo considerada desaparecida, devido à repercussão do caso.
Na delegacia, a doméstica declarou à polícia que fugiu por conta de dívidas. De acordo com Carla, todos os motivos que poderiam ter levado a fuga foram investigados e não houve indícios de que a mulher sofresse algum tipo de violência ou tivesse outros motivos para deixar a família.












