Desempregado usa armadura do Homem de Ferro para arrecadar dinheiro nas ruas de Jundiaí

Sem trabalhar há dois anos, Anthony Zago fica em um cruzamento da cidade com a armadura que construiu inspirada no super-herói da Marvel.

Quem costuma passar pelo cruzamento da Avenida 9 de Julho, logo abaixo do viaduto, em Jundiaí/SP, frequentemente se depara com o Homem de Ferro divertindo pedestres e motoristas da região.

A fantasia foi a forma encontrada pelo morador de Cabreúva/SP, Anthony Zago, de 30 anos, para se manter enquanto está desempregado.

A imprensa, o ex-comerciante conta que a ideia de se vestir como o super-herói da Marvel para arrecadar dinheiro surgiu há dois meses por falta de opção no mercado de trabalho. “Trabalhei por muito tempo como comerciante e, em paralelo, animava festas como Homem de Ferro e Homem-Aranha. Quando me vi sem emprego, decidi ir às ruas todos os dias para exercer meu hobby. Pensei: por que não?”, explica.

A rotina consiste em viajar diariamente de Cabreúva a Jundiaí de ônibus e permanecer o dia todo em pé, vestindo cerca de 27 quilos de fantasia.

“O sinal fecha e lá vou eu caminhar pelos carros, toda hora. Os pés e as costas doem por conta do peso e do acidente que sofri em 2012. Caí da laje de casa e precisei colocar pinos e placas na perna e no pé esquerdo. Isso dói, mas é o esforço que está me sustentando. Tenho fé que meu emprego irá aparecer”, comenta.

Para não precisar transportar a armadura de casa ao local todos os dias, Anthony a deixa na antiga loja onde trabalhava e conta com a ajuda dos amigos para se vestir. “Não há como vestir a armadura sozinho, preciso de mais pessoas para ajudar. Assim, guardo na loja onde eu trabalhava e eles me ajudam a colocar. Agradeço muito a eles”, conta.

O cosplayer explica que recebe crianças e adultos para tirar fotos. “Já tirei fotos com um casal de idosos que veio só para me ver. Também escuto coisa engraçadas. Uma vez uma criança disse que queria me levar para casa, pois ela tinha um Homem de Ferro pequeno e eu era grandão”, se diverte.

“Tiro várias fotos e interajo com as pessoas. Ninguém é obrigado a ajudar, mas muitos apoiam de coração. É desta forma que estou me sustentando e planejando meu casamento”, conta.

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