Criança que recebeu coração em transplante está estável e respira sem aparelhos, diz hospital

Miguel Carvalho, de 5 anos, estava internado havia quatro meses na UTI por ter taquicardiomiopatia. Órgão veio de outra criança, de 9 anos.

O pequeno Miguel Carvalho, de 5 anos, que foi submetido a um transplante de coração no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto/SP, respira sem ajuda de aparelhos.

Miguel passou pela cirurgia na sexta-feira (2). Ele estava internado havia quatro meses na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por ter taquicardiomiopatia, uma disfunção do coração secundária à arritmia. O caso era bem grave e não tinha opção de tratamento.

De acordo com o HCM, a retirada do tubo foi feita no sábado (1º). O menino respira espontaneamente com o auxílio apenas de suporte de oxigênio e recebe uma dieta líquida, à base de gelatina, água e chá. Ele está consciente e interagindo com a equipe.

O doador foi um menino de 9 anos, morador de Itajaí/SC, cidade localizada a 900 quilômetros de Rio Preto. Equipes foram mobilizadas, pois o período entre a retirada e o transplante deve ser de, no máximo, quatro horas.

Para que o tempo fosse respeitado, um jato transportou a equipe do HCM ao hospital de Santa Catarina para a retirada do órgão. Em seguida, os médicos retornaram para Rio Preto.

“Do momento em que o coração foi parado até o momento em que ele voltou a bater, foram três horas e 10 minutos, isso incluindo uma hora e meia de voo. Nós tivemos que pegar um helicóptero em Itajaí, ir até o aeroporto e depois pegamos um avião”, diz o cirurgião cardíaco e chefe do Serviço de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular Pediátrica do HCM, Ulisses Croti.

A cirurgia teve duração de cerca de quatro horas e tudo correu dentro do esperado. Miguel segue em processo de recuperação. Exames feitos pelos médicos comprovaram que o coração transplantado está batendo no ritmo adequado.

“Nós vamos fazer o controle imunológico. Então, o controle da rejeição. Esse é o maior problema das crianças transplantadas. O paciente deve ficar no hospital por cerca de três meses”, afirma Ulisses Croti.

FONTE: Informações | g1.globo.com

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