O corpo de Alencar Gonçalves de Souza, de 36 anos, foi sepultado na última sexta-feira (19) no cemitério municipal de Icaraíma, em cerimônia reservada à família, que optou por preservar a intimidade diante da repercussão do caso.
Os corpos de Robishley Hirnani De Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, vítimas de um desaparecimento ocorrido em agosto, serão sepultados neste domingo, 21, em Rio Preto e Olímpia. As vítimas estavam desaparecidas há 45 dias após viajarem ao Paraná para cobrar uma dívida ligada à compra de uma propriedade rural em Icaraíma, conforme apurado pelo Tanabi Noticias.
O sepultamento de Robishley e Rafael acontecerá no Cemitério Parque Jardim da Paz, em Rio Preto as 11h, após os corpos chegarem à cidade ontem, sábado, 20. Já Diego Henrique Afonso, morador de Olímpia, será sepultado em sua cidade natal. Os corpos foram encontrados em uma área de difícil acesso em Icaraíma (PR), enterrados a cerca de 500 metros do local onde foi encontrado o veículo Fiat Toro usado pelas vítimas.
A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e, embora as condições de decomposição dificultem as análises, indícios de violência, como marcas de disparos de arma de fogo, foram identificados. O laudo médico deve confirmar as causas das mortes. A polícia continua investigando para prender os responsáveis, incluindo os principais suspeitos, Antônio Buscariollo e seu filho Paulo Buscariollo, que adquiriram a propriedade e foram os últimos a manter contato com as vítimas.
O desaparecimento teve início no dia 4 de agosto, quando as vítimas viajaram para Icaraíma com o objetivo de cobrar uma dívida de R$ 255 mil. Após o desaparecimento, os familiares registraram o caso, e, com o auxílio de um mapa entregue por um dos supostos executores, os corpos foram localizados.
Em um relato impactante, Meire Souza, viúva de Rafael, revelou que o executor, insatisfeito por não ter recebido o pagamento prometido, entregou o mapa à família, revelando o local dos corpos.
Ela também afirmou que o crime não foi planejado como execução, mas que a situação escalou quando a cobrança não foi paga e a necessidade de eliminar as vítimas surgiu. A investigação sobre o caso segue, com a polícia buscando identificar e prender todos os envolvidos.












