Consumidores seguirão pagando cobrança extra devido ao período de seca, que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária das contas de energia elétrica permanecerá amarela durante o mês de julho. Com isso, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira amarela ocorre em razão do período de estiagem registrado em diversas regiões do país. Com a redução do volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, diminui também a capacidade de geração de energia por essa fonte, considerada a mais econômica.
Para garantir o fornecimento de energia elétrica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa ampliar o uso das usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado por utilizarem combustíveis como gás natural, óleo diesel e carvão.
A bandeira amarela está em vigor desde abril e representa um cenário de custos mais altos para a produção de energia, embora ainda abaixo dos níveis das bandeiras vermelhas.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente aos consumidores as condições de geração de energia no país. Quando os reservatórios apresentam níveis satisfatórios e o custo de produção é menor, é aplicada a bandeira verde, sem cobrança adicional. Já em períodos de escassez hídrica, podem ser acionadas as bandeiras amarela ou vermelha.
O nível mais elevado de cobrança ocorre na bandeira vermelha patamar 2, quando a taxa adicional chega a R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos, refletindo situações mais críticas no sistema elétrico nacional.












