Com alvos em Rio Preto, operação prende 12 integrantes de quadrilha de golpistas

Operação das polícias de Rio Preto e de Cuiabá (MT), em seis Estados, prende 12 integrantes de quadrilha que faturou R$ 400 mil em golpes, como o do falso anúncio de veículos

Uma operação policial interestadual prendeu na manhã desta quinta-feira, dia 7, um total de 12 suspeitos de integrarem uma quadrilha de estelionatários que faturou R$ 400 mil em golpes em três meses. Os alvos foram identificados por investigação do 1º Distrito Policial de Rio Preto e fizeram vítimas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná, Rondônia e Mato Grosso do Sul.

O principal alvo da operação em Rio Preto é um homem suspeito de ser o contador da quadrilha. Ele não foi encontrado pelos policiais em casa, no Jardim Nazareth, e é considerado foragido. A mulher dele, também suspeita de coordenar a movimentação financeiras das contas dos laranjas, foi presa em Catanduva.

Os 13 alvos da operação foram identificados a partir de uma investigação iniciada há dois anos pelo delegado Luciano Birolli, com apoio da equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG) do 1º DP, de Rio Preto.

A maioria dos suspeitos é de outros Estados, com experiência em outros crimes e que resolveu migrar para o estelionato. Conforme reportagem do Diário em 12 de setembro, em dois anos de investigação, a Polícia Civil de Rio Preto identificou 150 estelionatários que atuam em Rio Preto, com infraestrutura e diversificando os tipos de golpes. Eles chegam a faturar até R$ 2 milhões por mês em golpes, afirma Birolli.

Segundo o delegado Renato Camacho, do 1º DP, em parceria com Gerenciamento de Combate ao Crime Organizado (GCCO), de Cuiabá (MT), foram identificados os suspeitos de integrar a quadrilha alvo da operação desta quinta.

De acordo com Birolli e o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da GCCO, os líderes do bando são de São Paulo e Santa Catarina. Um suspeito foi preso em uma casa avaliada em R$ 500 mil, dentro de condomínio de luxo em Vargem Grande Paulista.

Camacho afirma que a especialidade do bando é enganar vítimas em negociação de carros e motos. Eles clonavam anúncios verdadeiros de veículos e republicavam na internet por um preço bem abaixo do original. Atraída pelo valor, a vítima fecha negócio e faz o pagamento por meio de pix ou depósito bancário. Só depois de conversar com o verdadeiro dono do veiculo é que a pessoa descobre que caiu em uma armadilha.

Também é destacado na operação o papel de pessoas contratadas pela quadrilha para emprestar as contas bancárias para receber os depósitos das vítimas. Cada uma recebe um pagamento de 5% do valor. Para evitar serem rastreados, os suspeitos distribuíam o dinheiro para mais dez contas bancárias em valores menores. “Esses investigados eram a base da estrutura da pirâmide da organização criminosa, dando sustentação para a orcrim e exercendo papel fundamental e indispensável para o sucesso nas empreitadas criminosas, sem as quais as aplicações dos golpes não se concretizariam”, diz o delegado Vitor Hugo.

Com o valor dos golpes nas mãos, os líderes da quadrilha tentavam ocultar a origem com lavagem de dinheiro, aplicando os valores furtados no mercado de imóveis. Por ordem judicial, foi determinada o bloqueio dos valores nas contas bancárias e sequestro dos bens de todos os suspeitos para garantir o ressarcimento das vítimas de golpes. (Colaborou Guilherme Ramos – diarioweb.com.br)

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