Julgamento durou cerca de oito horas; defesa informou que pretende recorrer da decisão.
Um caminhoneiro de 37 anos foi condenado a 58 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da esposa, uma enfermeira de 40 anos, e pela ocultação do corpo. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri, durante julgamento realizado nesta quinta-feira (13), no Fórum de Araçatuba.
De acordo com as investigações, o crime aconteceu em março de 2025, na casa onde o casal morava. Os dois mantinham uma união estável havia cerca de dois anos. A vítima deixou três filhos.
A Polícia Civil apontou que o assassinato teria ocorrido após uma discussão relacionada a questões financeiras envolvendo um veículo que estava registrado em nome da enfermeira.
Durante o processo, o réu confessou ter agredido a esposa com socos e, posteriormente, provocado a morte dela por asfixia. Segundo a investigação, depois do crime, ele colocou o corpo no carro da vítima e o levou até uma área rural, onde o abandonou em meio a um canavial.
As buscas tiveram início depois que o desaparecimento da enfermeira foi comunicado às autoridades. Dois dias depois, o corpo foi encontrado por um trabalhador rural em uma plantação de cana-de-açúcar.
Durante a investigação, policiais localizaram vestígios de sangue no quarto do casal. O caminhoneiro acabou preso no imóvel e, segundo a polícia, admitiu a autoria do crime.
A defesa informou que pretende recorrer da condenação.












