Camerata Villa Lobos faz sua estreia neste domingo

Mais um reflexo da cultura musical que está sendo fomentada em Votuporanga/SP por inúmeros projetos de formação, Camerata Villa Lobos faz sua primeira apresentação neste domingo (24), às 20h. Centro de Convenções ‘Jornalista Nelson Camargo’ (Av. dos Bancários, 3299). Evento Gratuito.

Votuporanga/SP tornou-se conhecida no cenário cultural do noroeste paulista por meio de seu Festival Literário (Fliv), que hoje está entre os principais eventos do gênero em São Paulo e no País. Mas não é só a literatura que movimenta a cidade das “brisas suaves” (o significado de seu nome em Tupi Guarani). A música instrumental tem ganhado força e projeção graças a várias iniciativas voltadas à formação artística, entre elas os cursos da Escola Municipal de Artes, criada pela Secretaria de Cultura e Turismo em 2014.

Mais um reflexo da cultura musical que está sendo fomentada em Votuporanga, a Camerata Villa Lobos, formada por instrumentistas profissionais e por recém-formados da Escola Municipal de Artes, faz, neste domingo, 24, a sua primeira apresentação, marcando o encerramento da programação da Semana da Música, evento do calendário oficial da cidade.

Para o regente da nova camerata, o maestro Mazinho Sartori, a criação desse conjunto é mais uma amostra da evolução desse movimento musical votuporanguense, que, a partir do trabalho de instrumentistas que estão mais avançados na pesquisa de seus instrumentos, permite a criação de um repertório com obras mais elaboradas, tanto no universo erudito como no popular.

“Na Escola Municipal de Artes, contamos com alunos com diferentes níveis técnicos, o que, de certa forma, nos limita na criação de um repertório. Com a camerata, temos a oportunidade de não só de executar composições mais elaborada, como de nos aprofundarmos na pesquisa musical. Espero que esse grupo possa se tornar uma referência para os alunos”, comenta.

O maestro destaca que a Escola de Artes já conta com um projeto sinfônico, que se apresenta em eventos oficiais da cidade, como o próprio Fliv. Tal iniciativa também têm seus reflexos na Camerata Villa Lobos, já que também é uma forma de aprofundar a formação de quem se dedica ao aprendizado da música.

Uma das integrantes da Camerata Villa Lobos, a pianista e professora Bruna Lima é um dos nomes que acompanha a evolução da cultura musical em Votuporanga. Ela já fez parte de inúmeros projetos voltados à música instrumental concebidos em parceria com a maestrina, pianista e professora Teresinha Bataglia, uma das pioneiras desse segmento artístico na cidade. “Tínhamos um projeto com dois pianos. Não demorou muito para que novos instrumentos surgissem, fruto da própria formação musical de Votuporanga, que, além de conservatórios, contava com o Projeto Guri, por exemplo. Todo esse movimento culminou na criação da camerata. E o nosso objetivo maior é criar a Orquestra Sinfônica de Votuporanga”, conta.

Após quase dois meses de ensaios intensos, a Camerata Villa Lobos apresenta em seu primeiro concerto oficial um repertório que contempla peças eruditas e populares, não se restringindo somente ao compositor que dá nome ao novo conjunto. Além de Heitor Villa-Lobos, também serão interpretadas peças de Ludwig van Beethoven, Edvard Grieg e Camille Saint-Saëns. “Selecionamos obras que são mais conhecidas do público para marcara essa primeira fase da camerata. Mas a ideia é não restringir, trazendo outras obras nem tão conhecidas”, explica Bruna.

Camerata Villa Lobos. Domingo (24), às 20h. Centro de Convenções ‘Jornalista Nelson Camargo’ (Av. dos Bancários, 3299). Gratuito

O programa do primeiro concerto

Parte 1

  • Bachiana, de Heitor Villa-Lobos
  • Morning Mood (da peça  Peer Gynt), de Edvard Grieg
  • Pastoral (excertos da 6ª Sinfonia), de Ludwing van Beethoven
  • Adágio em Sol Menor, de Tomaso Giovanni Albinoni
  • Valsa dos Patinadores, Émile Waldteufel
  • Dança Macabra, de Camille Saint-Saëns

Parte 2

  • Por Una Cabeza, de Carlos Gardel
  • El Condor Passa, de Daniel Alomia Robles
  • Concertino para Contrabaixo, de Ernst Mahle
  • This guy is in love, de Burt Bacharach e Hal David
  • Brindisi (La Traviata), de Giuseppe Verdi
A Camerata

Mazinho Sartori, maestro

  • É formado pelo Conservatório Dramático e Musical ‘Dr. Carlos de Campos’, de Tatuí, onde também atuou como professor de saxofone e coordenador de grupos de câmara. Graduado em regência pela Unicamp, com pós e mestrado na mesma instituição. Já integrou formações como a Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Municipal Jovem de São Paulo e Banda Sinfônica de Campinas. Atualmente é diretor da Escola Municipal de Artes de Votuporanga.

Igor de Andrade, violinista

  • Iniciou seus estudos no violino aos 10 anos, no Projeto Guri. Faz parte, há quatro anos, do projeto sinfônico da Escola Municipal de Artes.

Aline Bençal, violinista

  • Formada em Design e Publicidade, atua no setor administrativo da Escola Municipal de Artes, onde aprofundou seus estudos no violino. Também integra o projeto sinfônico da escola.

Maria Fernanda Brigati, violinista

  • Estudante de Engenharia Civil, dedica-se ao violino no Escola Municipal de Artes há cerca de três anos, integrando também o seu projeto sinfônico. Também já participou do projeto ‘Dois Pianos’ e de apresentações da banda de rock sinfônico Arkhadia, além de ter integrado o grupo Gratziare (piano e cordas).

Bruna Lima, pianista

  • Mestre em Matemática e doutora em Engenharia Elétrica pela Unesp, além de pós-doutoranda em Física Quântica pela Unicamp, atua como pianista do projeto sinfônico da Escola Municipal de Artes. Formou-se em piano pela Escola de Ensino Artístico “Santa Cecília”, de Votuporanga, onde também cursou violão popular. Já atuou como professora de música e integrou várias formações na cidade, além de ter idealizado o projeto ‘Dois Pianos’.

Kelly Dourado, pianista

  • Fisioterapeuta, é doutora em Ciências da Saúde pela Famerp. Atualmente, atua como professora no curso de Fisioterapia da Unifev. Na área musical, tem formação em piano e violão popular pela Escola de Ensino Artístico “Santa Cecília”, de Votuporanga.

Alex Junior Massuia da Silva, violoncelista 

  • Estudou violoncelo com nomes como Mônica Piaço (Votuporanga), Saulo Schneck (Rio Preto) e Elen Ramos Pires (Tatuí). Tem licenciatura na área musical pela Universidade Metropolitana de Santos, além de ter participado de vários workshops, ministrados por profissionais como Ricardo Fukuda e Dennis Parker. É professor de violoncelo e contrabaixo da Escola Municipal de Artes, além de participar como violoncelista e contrabaixista em diferentes formações musicais da região.

Rita Bençal, violoncelista

  • Atua como violoncelista no projeto sinfônico da Escola Municipal de Artes, além de trabalhar na área de Sistemas de Informações para a Secretaria de Assistência Social de Votuporanga.

Aquel Fernandes Figueira, violoncelista

  • Estudou piano e violoncelo no Projeto Guri, tendo integrado várias formações e espetáculos em Votuporanga.

Michael Melo, contrabaixista

  • Formado em Física pela USP e com mestrado e doutorado pela Unesp, atua como diretor-executivo e administrador do IMC, em Rio Preto, além de professor da Unifev. Também dá aulas de contrabaixo acústico na Escola Municipal de Artes. Já participou do grupo Gratziare e do projeto ‘Dois Pianos’.

Larissa Diegues Regonha, flautista

  • Flautista da Banda Municipal ‘Zequinha de Abreu’, do projeto sinfônico da Escola Municipal de Artes e do espetáculo ‘Symphonic Rock’. Também estuda dança e atuou como atriz e cantora no espetáculo “O Milagre de Natal – Um Sonho de Criança”.

Evelyn de Oliveira Fiori, violonista

  • Iniciou seus estudos na música por meio do violino, em 2007, no projeto Música na Escola. Tem formação em piano erudito pela escola Musicale, além de estudar violão popular. É professora de piano e violino, além de ter integrado várias formações musicais de Votuporanga. Neste ano, conclui a sua licenciatura em Música pela Universidade Metropolitana de Santos.

David Nogueira Matos, violista

  • Estudante de Direito, atua como violista e violinista no projeto sinfônico da Escola Municipal de Artes. Atualmente, dedica-se ao estudo de diferentes instrumentos de cordas.

Carlos Luciano Regonha, trompetista

  • É formado em Sistemas de Informação e Direito, além de atuar na área musical. Já foi regente da corporação musical da Igreja Assembleia de Deus, instrumentista de corporações musicais de Jales, Fernandópolis e Votuporanga. Também participou dos espetáculos ‘Symphonic Rock’ e ‘O Milagre de Natal’.

FONTE: Informações | Diário da Região / Harlen Félix

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