Animal chegou à delegacia de General Salgado em janeiro de 2021. Desde então, tem representado um alívio para o dia a dia dos trabalhadores.
Uma cachorra foi adotada por funcionários da Delegacia de Polícia de General Salgado (SP) e passou a ser chamada de Doutora.
O animal chegou à delegacia em janeiro de 2021. À época, a cachorra conquistou o coração da esposa de um dos delegados que atuou na instituição
Após encontrá-la abandonada na rua, a mulher a levou para o local. À época, Doutora ainda era filhote e estava debilitada.
Comovidos com a situação, os policiais civis que trabalham no prédio decidiram cuidar do animal e passaram a fazer “vaquinhas” para custear remédios, ração e tratamento.
Desde então, Doutora tem representado um alívio para o dia a dia de escrivães, investigadores e delegados em meio à rotina intensa de trabalho.
O escrivão Anderson Leandro Ferris, de 35 anos, contou ao g1 que até mesmo os frequentadores do local ficam apaixonados pelo comportamento dócil do animal.
“Ela representa calmaria e tranquilidade em um ambiente muitas vezes conturbado e corrido. É capaz de trazer paz tanto para os policiais quanto para as pessoas que frequentam a delegacia. Já presenciei uma vítima de crime acariciando a Doutora em um momento difícil, o que a ajudou a se sentir melhor. É como se ela trouxesse um pouco de paz para dentro do caos”, conta.
Segundo os profissionais da instituição, Doutora tem fama de exibida. Além de sempre estar em busca de colo e carinho, ela gosta de se mostrar para as câmeras dos celulares.
A escrivã Camila Barros Alaion, de 28 anos, é natural de São Caetano do Sul (SP) e mudou-se para General Salgado em janeiro deste ano, quando assumiu o cargo. Segundo Camila, a cachorra consegue arrancar sorrisos inclusive de pessoas que se sentem apreensivas.
Não é somente com as pessoas que Doutora gosta de socializar. Conforme os escrivães, certa vez, um gato apareceu na delegacia e, rapidamente, a cachorra começou a brincar com ele.
Ainda segundo Alaion, Doutora costuma ficar solta e circula pelo prédio, além de garantir a segurança do local, mesmo que isso não seja necessário.
“Ela não é só uma cachorra da delegacia, ela é nossa companheira de rotina. Representa esse lado humano que existe por trás da farda, o cuidado coletivo e também a importância de pequenos gestos no meio de um trabalho tão sério. Para nós, ela é praticamente um símbolo de carinho”, comenta. G1












