qua, 12 de agosto de 2026

Baep de Rio Preto passa a operar com câmeras corporais

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Equipamentos começam a ser usados em ações policiais na região e registram integralmente o turno de serviço.

O Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) de São José do Rio Preto iniciou o uso de câmeras corporais acopladas às fardas dos policiais. Ao todo, o Governo do Estado destinou 233 dispositivos para a região, contemplando o 9º Baep, em Rio Preto, e o 52º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), com sede em Mirassol.

Os equipamentos passaram a operar oficialmente no início de janeiro e têm como finalidade registrar, em áudio e vídeo, toda a atuação do policial militar durante o patrulhamento e o atendimento de ocorrências. As imagens ficam armazenadas em sistema próprio e podem ser acessadas posteriormente para auditorias, investigações ou esclarecimento de fatos.

Do total entregue, 94 câmeras foram destinadas ao Baep e outras 139 ao 52º BPM/I, que atua nos municípios de Mirassol, José Bonifácio, Bálsamo e região. O uso é feito em sistema de rodízio entre as equipes de serviço, garantindo que as viaturas saiam às ruas já com policiais equipados com os dispositivos.

As câmeras corporais utilizadas pela Polícia Militar são fabricadas pela Motorola e contam com tecnologia de transmissão via rede LTE, permitindo o envio de imagens ao vivo e a localização em tempo real para a central de controle. Cada aparelho possui autonomia de até 12 horas, o suficiente para cobrir um turno completo de trabalho.

De acordo com o comando do CPI-5, antes do início da operação houve um período de treinamento com policiais da região. A capacitação começou no fim de dezembro e envolveu oficiais e praças, que receberam instruções técnicas sobre o uso dos equipamentos e os protocolos operacionais.

Além do treinamento, foi necessária a instalação de uma infraestrutura específica nas unidades policiais, com docas de carregamento, sistemas de descarregamento das imagens e servidores para armazenamento seguro dos dados. Todo o material gravado é criptografado, garantindo a integridade das imagens e a proteção tanto dos policiais quanto das pessoas envolvidas nas ocorrências.

Para a Polícia Militar, o uso das câmeras corporais representa um avanço na transparência e na segurança jurídica da atuação policial. As imagens podem servir como prova em casos de denúncias, agressões contra agentes ou questionamentos sobre a conduta durante as abordagens.

Atualmente, cerca de 15 mil câmeras corporais estão em funcionamento em todo o Estado de São Paulo. A ampliação do programa segue um cronograma gradual definido pelo governo estadual. O 17º Batalhão de Polícia Militar do Interior, que também integra a área do CPI-5, ainda não foi incluído nesta etapa, mas a previsão é de que receba os equipamentos futuramente.

Informações: Diário da Região

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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