qua, 12 de agosto de 2026

Astrônomo brasileiro captura chuva de meteoros em Nhandeara

Imagens foram registradas na madrugada desta sexta-feira (31) em um observatório em Nhandeara (SP). Renato Poltronieri contou ao g1 como realizou os registros.

☄️ Um astrônomo amador de Nhandeara, no interior de São Paulo, capturou imagens e vídeos da chuva de meteoros que iluminou o céu em território brasileiro nesta sexta-feira (31).

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o pico ocorreu durante a madrugada, com um registro de 25 meteoros por hora. 

Renato Poltronieri, cofundador da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), explicou que a chuva, popularmente conhecida como “estrelas cadentes”, ocorre todos os anos quando a Terra cruza regiões do espaço repletas de pequenos fragmentos deixados por cometas, e, em alguns casos, por asteroides.

“Eu acompanho as chuvas de meteoros há muitos anos, observando o céu e fazendo anotações, antes mesmo do sonho, que era registrar eles [meteoros] em vídeos e fotos, se realizasse”, disse Renato Poltronieri ao g1.

O astrônomo amador explica que o registro deste e de outros fenômenos é feito por câmeras instaladas em cima de sua casa e do observatório em Nhandeara. O fenômeno foi observado a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos.

“As condições não estavam muito boas devido às nuvens, mas os meteoros cortaram o céu e deixaram uma trilha ionizada captada pelas câmeras”, explica.

No Hemisfério Sul, a principal chuva registrada ao longo deste período é a Delta Aquáridas do Sul. Também será possível observar meteoros das chuvas Alfa Capricornídeas, conhecida por produzir meteoros mais lentos e, às vezes, com coloração perceptível, e Perseidas, cujas atividades já começam nesta época do ano.

☄️ Meteoros podem atingir até 260 mil km/h

Os meteoros entram na atmosfera terrestre em velocidades que variam entre 40 mil km/h e 260 mil km/h (11 a 72 quilômetros por segundo), dependendo da trajetória em relação à Terra.

É justamente essa velocidade extrema que faz com que partículas minúsculas, muitas vezes do tamanho de um grão de areia, se aqueçam intensamente ao atravessarem a atmosfera e produzam o rastro luminoso visto da superfície.

Quando o brilho de um meteoro supera o do planeta Vênus, esse brilho passa a ser classificado como bólido.

FONTE: G1

Compartilhe!

    Relacionados