Apreensões de drogas aumentam na região noroeste paulista durante a pandemia

Nas rodovias, a quantidade de entorpecentes apreendidos na quarentena é de 12 toneladas. No mesmo período do ano passado foi pouco mais de uma tonelada.

A apreensão de drogas nas rotas do tráfico na região noroeste paulista aumentou neste ano em comparação com o ano passado, inclusive com apreensões recordes. Segundo o setor de investigação da polícia, a pandemia do novo coronavírus pode ter alguma influência no trabalho dos traficantes.

A questão é que os criminosos têm se adaptado à nova realidade. As medidas adotadas pelos governos para conter o avanço do coronavírus levaram à interrupção das rotas do tráfico por via aérea e a interdição por terra, mas não impediram a ação das quadrilhas.

Nas rodovias da região, a quantidade de entorpecentes apreendidos na quarentena é quase três vezes maior do que a do ano inteiro de 2019.

Nas rodovias, a quantidade de entorpecentes apreendidos na quarentena é de 12 toneladas. No mesmo período do ano passado foi pouco mais de uma tonelada.

Na primeira semana de junho, um bimotor carregado com pasta base de cocaína foi interceptado em Fernandópolis/SP pela Polícia Federal e Militar. Na aeronave, foram encontrados 490 quilos de droga.

Sete dias depois, um caminhão tanque levando quase sete toneladas de maconha foi apreendido em Guapiaçu/SP, na Rodovia Assis Chateaubriand. A droga e três armas estavam escondidas em um fundo falso do veículo descoberto pelos policiais. Essa foi uma das dez maiores apreensões da história do policiamento Rodoviário do Estado.

Pouco mais de uma semana depois, a Polícia Rodoviária Estadual fez outra grande apreensão de maconha próximo a Mirassol/SP.

Em um posto de combustível na Rodovia Euclides da Cunha, a polícia conseguiu apreender um caminhão carregado com caixas de transportar frangos, mas levava mais de cinco toneladas de maconha. Foi depois de perceber uma atitude suspeita do motorista, que os policiais encontraram a droga.

O volume apreendido nesse primeiro semestre chama atenção. Segundo o delegado da Polícia Federal de São José do Rio Preto/SP, Gustavo Gomes, inovar é uma característica da criminalidade. Por isso a pandemia não dificulta a rota do tráfico, pelo contrário há uma possível mudança de tática dos bandidos.

“Acreditamos que a baixa produção de cigarros no Paraguai, por causa da pandemia, com o fechamento de fábricas clandestinas, os criminosos passaram a utilizar a logística do cigarro também para o tráfico de drogas e armas”, afirma.

O noroeste paulista está no meio do caminho entre os países de origem da maconha e da cocaína, e os grandes mercados que consomem as drogas. Nos últimos três meses, os entorpecentes apreendidos em Rio Preto e região somam mais de 12 toneladas de drogas, entre maconha, cocaína e ectasy. Tudo foi incinerado numa usina de açúcar e álcool da região.

FONTE: Informações | g1.globo.com

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