Apenas em 2026, mais de 600 animais já foram apreendidos em São José do Rio Preto (SP), e parte deles foi atendida no Zoobotânico para retornar à natureza.
Animais silvestres vítimas de tráfico e resgatados em apreensões da Polícia Ambiental são encaminhados para reabilitação no Zoobotânico Municipal de São José do Rio Preto (SP). A finalidade é que eles possam retornar à natureza.
Apenas em 2026, mais de 600 animais silvestres foram resgatados em operações policiais, sendo a maioria aves, e parte deles foi encaminhada para o Zoo.
De acordo com Camila Sparvoli, gestora do Zoobotânico, os bichos passam por uma avaliação ao chegarem ao local para verificar a condição nutricional e se há lesões pelo corpo. Em seguida, são submetidos ao atendimento veterinário.
Em entrevista à TV TEM, a gestora explicou também que alguns animais não conseguem ser reinseridos no ambiente natural.
“Como eles são retirados da natureza, perdem a capacidade de buscar alimentos e de se preservar. Então, acabam não podendo mais ser reinseridos, ficando no Zoo ou sendo transferidos”, afirma.
Esse é o destino, por exemplo, da maioria das aves recebidas no Zoobotânico, uma vez que, ainda segundo Camila, elas passam muito tempo em contato com os seres humanos e deixam de se alimentar por conta própria, perdendo os instintos de caça.
Apreensões
Um macaco-prego e duas cobras exóticas foram encontrados em uma casa, no dia 8 de junho, após uma denúncia de comércio ilegal de animais silvestres pelas redes sociais em Bady Bassitt (SP).
No vídeo do anúncio da venda, o dono dizia que os macacos estavam legalizados, chipados e com a documentação correta. Segundo a polícia, o animal não apresentava o chip de identificação e há indícios de falsificação na documentação.
A equipe também encontrou duas cobras exóticas da espécie cobra-do-milho, mantidas sem documentação emitida pelo órgão ambiental competente. O responsável pela casa foi multado em R$ 2,9 mil por manter os animais em cativeiro sem autorização do órgão ambiental.
Outro flagrante ocorreu em 15 de março de 2026. Na ocasião, a Polícia Ambiental apreendeu 66 aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro em São José do Rio Preto (SP). Três pássaros morreram antes de serem resgatados na operação.
Segundo os policiais, a fiscalização foi realizada após monitoramento de perfis digitais usados para divulgar a venda ilegal de aves pela internet. Os pássaros foram encontrados em gaiolas pequenas, sujas e sem ventilação adequada. As aves que sobreviveram foram encaminhadas para avaliação veterinária. Os responsáveis pelos anúncios foram identificados durante a apreensão.












