Agente da Polícia Federal de Votuporanga recebe homenagem de Bolsonaro em Brasília

Danilo Campetti ajudou a traçar a rota para levar Bolsonaro ao hospital no dia da facada, em setembro de 2018

O agente da Polícia Federal – lotado em Rio Preto, o votuporanguense Danilo Campetti, que atualmente exerce cargo como assessor especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, recebeu, nesta quinta-feira, 16, uma homenagem do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante cerimônia de encerramento dos cursos de formação profissional de agente da Polícia Federal, Campetti foi chamado ao palco pelo chefe do Executivo junto a outros dois homenageados, de nomes Érico e Elenilson.

Segundo Bolsonaro, os três tiveram participação efetiva no planejamento que ajudou a salvar sua vida no dia 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), quando o então candidato foi atingido por uma facada durante campanha presidencial.

O trio recebeu a homenagem de Bolsonaro, que falou sobre o ocorrido e a importância do trabalho da Polícia Federal. “A gratidão é um dos maiores sentimentos que o ser humano pode ter. Devemos nossa vida a Deus, mas aqui na Terra muitas vezes um colega pode salvar nossa vida”, disse o presidente.

Ele lembrou que, no dia da facada, havia 30 policiais federais a sua disposição e se não fosse o “meticuloso” planejamento da PF por parte da rota de fuga para um posto de saúde ou hospital ele teria morrido. “Não estaria aqui, estaria o segundo lugar de 2018, ou melhor, tenho certeza que não estaria aqui também, estaria em outro local”, disse.Em seguida, Bolsonaro declarou sua “eterna gratidão” aos agentes. “Esses policiais que não têm nada de formação no tocante a área da saúde realizaram esse feito”, afirmou o presidente, que pediu uma salva de palmas aos homenageados.

Assista:

Plano de Evacuação Médica

Em sua atuação no planejamento da segurança de Jair Bolsonaro no dia da facada, Danilo Campetti ajudou a traçar a rota, antes da viagem, o que resultou no socorro rápido ao hospital. Tecnicamente, a ação é chamada de Plano de Evacuação Médica e, graças a ela, segundo o agente, foi possível levar o então candidato ao Pronto Socorro em cerca de cinco minutos.

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“Pra toda ação policial existe um planejamento e a gente prevê a as possibilidades, como a de sofrer um atentado”, disse Campetti, que também participou da transferência de Bolsonaro de Juiz de Fora para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

“Fui incumbido de cuidar de todo o planejamento, cuidei da parte de contato com o hospital, de preparação da UTI, contato com médico, diretoria”, contou o agente rio-pretense.

De olho em 2022

Em julho, o Diário mostrou que Campetti recebeu um convite para se filiar ao Patriota de Rio Preto. A intenção seria lançar o agente como candidato a deputado estadual ou federal. Questionado nesta quinta-feira, 16, sobre este cenário, ele disse que houve apenas uma sondagem e não um convite expresso.

Campetti, no entanto, afirmou que irá se filiar ao partido indicado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Me permiti dizer que iria me filiar se isso fosse vontade do Eduardo, se ele me desse essa missão para o partido que ele indicar”, disse o agente, que aguarda uma definição do “filho 03” do presidente da República.

Apesar de estar atualmente em Brasília, Campetti mantém seu domicílio eleitoral. “Sou cidadão de Rio Preto e voto em Rio Preto”, concluiu.

Bolsonaro assina MP que permite usar fundo para custear saúde de servidores da PF
Enquanto pressiona o ministério da Economia a conceder reajuste a policiais federais, o presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (16) Medida Provisória (MP) que amplia a possibilidade de uso de recursos do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). O texto, que deve ser publicado amanhã no Diário Oficial da União (DOU), autoriza, por exemplo, o custeio de despesas com saúde dos servidores da corporação.

O agrado à categoria, base importante para os planos eleitorais de Bolsonaro em 2022, vem na semana em que o governo discute a reestruturação das carreiras policiais. Como mostrou o Estadão/Broadcast na terça-feira, o ministro da Justiça, Anderson Torres, com as bênçãos de Bolsonaro, apresentou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, proposta que prevê aumento de custos de R$ 2,8 bilhões só em 2022. Até 2024, os cofres públicos devem gastar mais R$ 11 bilhões com o agrado.

De acordo com o governo, a ampliação das possibilidades do Funapol, no entanto, não devem gerar aumento de despesas. Com força de lei no momento da sua edição, a MP, que precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não caducar, também autoriza o custeio do transporte, hospedagem e alimentação de servidores em missões e operações de natureza oficial.

“A relevância e a urgência da medida decorrem da importância de evitar que os servidores da Polícia Federal estejam desabrigados quando acometidos de enfermidades e de assegurar a continuidade da prestação do serviço público”, diz comunicado enviado à imprensa pela secretaria-geral da Presidência. “Afinal, sem o servidor em condições ideais de atuação, a polícia não opera e não cumpre seu desiderato constitucional”, acrescenta o governo.

Chefe da PF afaga Bolsonaro e convida plateia a tirar máscara em evento
O Diretor-Geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, participou da cerimônia de encerramento dos cursos de formação profissional de agentes da corporação na manhã desta quinta-feira, 16, e, ao discursar, convidou os presentes a retirarem a máscara de proteção contra a covid-19. “Inicialmente, gostaria de permitir que aqueles que se sintam confortáveis possam retirar a máscara”, disse. Em seguida, é possível ouvir gritos e aplausos. O chefe da PF se dirige então ao presidente Jair Bolsonaro, que apareceu sorrindo na transmissão ao vivo pela TV Brasil.

O pronunciamento de Maiurino foi marcado por outros acenos a Bolsonaro e também ao ministro da Justiça, Anderson Torres. Ambos foram classificados como “parceiros fundamentais no alcance dos recursos necessários às consolidação” dos projetos da PF. “São autênticos e valiosos legados que serão cruciais para manutenção da qualidade do trabalho apresentado pela Polícia Federal”, afirmou Maiurino.

O chefe da PF ainda aproveitou as declarações sobre o “apoio intenso’ de Torres e Bolsonaro para anunciar que o presidente assina nesta quinta-feira, 16, lei que viabiliza o plano de saúde da corporação. Após ser novamente aplaudido, Maiurino disse que o assunto é “um anseio de décadas”. Em seguida olhou para Bolsonaro e afirmou: “Já tivemos aqui sr. presidente, presidentes da República que prometeram algo pra nós e que nunca cumpriram”.

A norma citada pelo chefe da PF é a “Lei do Funapol” – Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das atividades-fim da Polícia Federal -, que, segundo a PF, permite que “parte dos recursos possam ser aplicados na prevenção e cuidado com a saúde do corpo funcional”.

Em simultâneo ao anúncio do plano de saúde para a PF, Bolsonaro pressiona o Ministério da Economia a dar reajustes para os policiais, a partir do ano que vem, quando concorre à reeleição. Como mostrou o Estadão, cálculos apresentados pelo ministro Anderson Torres indicam que o custo do agrado às carreiras seria de R$ 2,8 bilhões para os cofres públicos apenas em 2022. Em três anos, somaria R$ 11 bilhões.

Arthur Pazin – diarioweb.com.br

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