qua, 12 de agosto de 2026

Advogado comenta soltura de investigado no caso dos irmãos Sato: “Decisão faz justiça a um inocente”

O advogado Douglas Fontes (OAB/SP: 222.732), responsável pela defesa de Valmir César Marin de Sales, comentou a decisão da Justiça que revogou a prisão preventiva do seu cliente, investigado no caso do latrocínio dos irmãos Roberto e Gilberto Massao Sato, em Votuporanga. A liberdade foi concedida nesta quinta-feira (24), após a conclusão do inquérito policial apontar a ausência de provas que ligassem Valmir ao crime.

Segundo o defensor, a decisão reconhece a fragilidade da acusação e a inexistência de elementos que justificassem a manutenção da prisão.

— Desde o início sustentamos que meu cliente não teve qualquer participação no crime. A investigação confirmou sua versão dos fatos e demonstrou, com provas objetivas, que ele sequer estava no local no momento dos acontecimentos — afirmou Douglas Fontes.

Valmir havia sido preso no dia 8 de julho após ser citado por outro investigado, detido em flagrante com o carro das vítimas. No entanto, conforme explicou o advogado, a confissão isolada não foi suficiente para mantê-lo preso diante das demais provas apresentadas.

— A prisão preventiva é uma medida excepcional, que exige indícios sérios de autoria. No caso de Valmir, não havia nenhum elemento robusto, apenas uma acusação sem respaldo. A Justiça agiu com responsabilidade ao devolver a liberdade a quem nunca deveria ter sido privado dela — completou o advogado.

A decisão foi proferida pela juíza Maria Letícia Pozzi Buassi, da Vara do Júri de São José do Rio Preto, que substituiu a prisão por medidas cautelares, como comparecimento a todos os atos do processo e proibição de contato com outros investigados.

O caso segue em investigação sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Votuporanga.

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