Uma advogada de Fernandópolis protocolou um pedido de impugnação no Juizado Especial Cível e Criminal do Foro de Estrela d’Oeste, solicitando a suspensão de um leilão e a anulação de atos de expropriação relacionados a um processo de execução.
Segundo a defesa, um advogado que atuava anteriormente como supervisor do cartório local, função que exerceu até dezembro de 2025, passou a representar o credor no mesmo processo poucos meses após deixar o serviço público.
A petição questiona a atuação do profissional e aponta uma possível situação de favorecimento, alegando que ele mantinha relação pessoal e de convivência com o credor e que já tinha conhecimento do processo durante o período em que trabalhava no cartório.
A defesa também aponta supostas irregularidades na tentativa de leilão de um imóvel rural. De acordo com a manifestação, a área pertenceria a terceiros e possuiria hipoteca registrada, sem que o credor garantidor tivesse sido previamente intimado.
Diante das alegações, foi informado o início de uma apuração preliminar pela Corregedoria Permanente do Tribunal de Justiça de São Paulo, além do encaminhamento de representação ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP.
A defesa pede a suspensão imediata dos atos de alienação do imóvel e a revisão das decisões que mantiveram as constrições patrimoniais no processo, alegando risco de prejuízos irreversíveis. As acusações e questionamentos apresentados ainda dependem da análise das autoridades competentes.













