Nathan Pereira Marques, de 15 anos, estava internado em estado gravíssimo no HC de Ribeirão Preto desde segunda-feira (13). Protocolo técnico foi concluído nesta quarta-feira (15).
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) confirmou, na tarde desta quarta-feira (15), a morte encefálica do estudante Nathan Pereira Marques, de 15 anos, atropelado por um motorista embriagado no fim da tarde de segunda-feira (13), em Pradópolis (SP).
Segundo o HC, o protocolo técnico para avaliar a morte encefálica foi concluído. A unidade informou que todas as etapas previstas foram cumpridas e apontaram para o diagnóstico.
Nathan estava internado em estado gravíssimo desde o atropelamento. Mais cedo, o hospital havia informado que as avaliações técnicas seriam realizadas ao longo desta quarta-feira.
O adolescente foi descrito pela família como um jovem alegre, companheiro, apaixonado por Pradópolis e cheio de sonhos.
O atropelamento aconteceu na Rua Eliotério Pizarro, no bairro Jardim Paulista. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o adolescente, que estava de bicicleta, foi atingido por um carro em alta velocidade.
O motorista do veículo, de 51 anos, fugiu do local sem prestar socorro à vítima, mas foi preso na sequência após se entregar à Polícia Militar. Ele confessou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Com a confirmação da morte encefálica, a Polícia Civil pode reavaliar a tipificação do caso. Segundo o delegado Claudio Messias Alves, com o óbito, o motorista deixa de responder por lesão corporal culposa na direção de veículo e passa a responder por homicídio culposo no trânsito.
Ainda de acordo com o delegado, caso a embriaguez seja confirmada por laudo pericial, a pena prevista pode ser agravada e chegar de cinco a oito anos de prisão.
Jovem ‘cheio de sonhos e planos’
Segundo a tia, Nathan estava animado com a chance de conseguir o primeiro emprego. Ele se preparava para entrar em um programa para jovens aprendizes e falava com frequência sobre o desejo de ajudar nas despesas de casa.
“Aos 15 anos, é uma criança, ele estava no auge da vida dele, tinha planos, tinha sonho. Ele estava feliz, que ia fazer o preparativo para começar a trabalhar. Falava: ‘Mãe, eu quero trabalhar, ter meu dinheiro para te ajudar’. Era muito cheio de sonhos, não dá para acreditar. Ele vai deixar muita saudade”, desabafa.
Apesar da dor incalculável, Cristiane ressalta que a mãe de Nathan decidiu não guardar ressentimentos do motorista. Agora, a família espera que o caso sirva de alerta.
“A justiça a gente vai esperar de Deus. […] Mas eu peço que as pessoas tenham mais consciência e sirva de exemplo. Se beber, não dirija, está fazendo várias famílias sofrerem. Para que isso não venha a acontecer novamente”.












