qua, 12 de agosto de 2026

Adolescente atropelado por motorista embriagado em Pradópolis, SP, tem morte encefálica confirmada

Nathan Pereira Marques, de 15 anos, estava internado em estado gravíssimo no HC de Ribeirão Preto desde segunda-feira (13). Protocolo técnico foi concluído nesta quarta-feira (15).

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) confirmou, na tarde desta quarta-feira (15), a morte encefálica do estudante Nathan Pereira Marques, de 15 anos, atropelado por um motorista embriagado no fim da tarde de segunda-feira (13), em Pradópolis (SP).

Segundo o HC, o protocolo técnico para avaliar a morte encefálica foi concluído. A unidade informou que todas as etapas previstas foram cumpridas e apontaram para o diagnóstico.

Nathan estava internado em estado gravíssimo desde o atropelamento. Mais cedo, o hospital havia informado que as avaliações técnicas seriam realizadas ao longo desta quarta-feira.

O adolescente foi descrito pela família como um jovem alegre, companheiro, apaixonado por Pradópolis e cheio de sonhos.

O atropelamento aconteceu na Rua Eliotério Pizarro, no bairro Jardim Paulista. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o adolescente, que estava de bicicleta, foi atingido por um carro em alta velocidade.

O motorista do veículo, de 51 anos, fugiu do local sem prestar socorro à vítima, mas foi preso na sequência após se entregar à Polícia Militar. Ele confessou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Com a confirmação da morte encefálica, a Polícia Civil pode reavaliar a tipificação do caso. Segundo o delegado Claudio Messias Alves, com o óbito, o motorista deixa de responder por lesão corporal culposa na direção de veículo e passa a responder por homicídio culposo no trânsito.

Ainda de acordo com o delegado, caso a embriaguez seja confirmada por laudo pericial, a pena prevista pode ser agravada e chegar de cinco a oito anos de prisão.

Jovem ‘cheio de sonhos e planos’

Segundo a tia, Nathan estava animado com a chance de conseguir o primeiro emprego. Ele se preparava para entrar em um programa para jovens aprendizes e falava com frequência sobre o desejo de ajudar nas despesas de casa.

“Aos 15 anos, é uma criança, ele estava no auge da vida dele, tinha planos, tinha sonho. Ele estava feliz, que ia fazer o preparativo para começar a trabalhar. Falava: ‘Mãe, eu quero trabalhar, ter meu dinheiro para te ajudar’. Era muito cheio de sonhos, não dá para acreditar. Ele vai deixar muita saudade”, desabafa.

Apesar da dor incalculável, Cristiane ressalta que a mãe de Nathan decidiu não guardar ressentimentos do motorista. Agora, a família espera que o caso sirva de alerta.

“A justiça a gente vai esperar de Deus. […] Mas eu peço que as pessoas tenham mais consciência e sirva de exemplo. Se beber, não dirija, está fazendo várias famílias sofrerem. Para que isso não venha a acontecer novamente”.

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