Acidente na CSN deixa pelo menos 30 trabalhadores com sinais de intoxicação no RJ 

Funcionários inalaram pó, diz Companhia Siderúrgica Nacional. Acidente aconteceu no setor de aciaria, onde o ferro-gusa é transformado em aço. 

Na manhã desta quarta-feira (15), uma explosão na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), em Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro, deixou cerca de 30 funcionários com sinais de intoxicação. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense. 

O acidente aconteceu no setor de aciaria, onde o ferro-gusa é transformado em aço. Houve um grande barulho de estouro no início da manhã. Pela cidade, também era possível ver no céu uma grande nuvem de fumaça saindo da siderúrgica, na altura da Vila Santa Cecília. 

Em nota, a CSN explicou que houve uma reação que provocou um deslocamento de ar durante a retirada de escória da panela de aciaria, e os funcionários que estavam no local inalaram pó. 

“A CSN informa que o incidente registrado hoje ocorreu durante atividade de transferência de escória líquida que, provavelmente, teve contato com pontos de umidade no interior do pote de descarte. Este contato gerou deslocamento de ar, proporcionando grande desprendimento de poeiras no setor”, informou, através da assessoria de comunicação. 

Os trabalhadores foram encaminhados para o Hospital das Clínicas de Volta Redonda e ficarão em observação durante a tarde. “Nenhum deles apresenta gravidade e deverão receber alta nas próximas horas”, informou a CSN. 

A Companhia Siderúrgica Nacional também disse que “nenhum equipamento relevante foi afetado e a produção da aciaria já está normalizada”. Informou ainda que todos os órgãos competentes foram informados, e que a empresa está investigando as causas do acidente. 

5º acidente nos últimos 12 meses 

Este foi o quinto acidente nos últimos 12 meses na Companha Siderúrgica Nacional. O caso mais grave aconteceu no dia 14 de agosto de 2018. O funcionário Daniel Silvério Bragança, de 34 anos, teve 85% do corpo queimado durante uma atividade de manutenção na área de laminação a frio, setor responsável pelo corte do aço. Ele chegou a ser transferido de avião para um hospital especializado em São Paulo, mas morreu dois dias depois.  

Dez dias depois, um princípio de incêndio foi registrado no pátio de matérias-primas, mas ninguém ficou ferido. No dia 2 de dezembro, um funcionário foi hospitalizado depois de inalar gases, após um vazamento no setor da coqueria. Ele ficou em observação e recebeu alta no mesmo dia. 

No dia 30 de março de 2019, sete funcionários foram levados ao hospital pelo mesmo motivo desta quarta-feira: inalaram fumaça depois de uma reação que provocou um deslocamento de ar no setor da aciaria. Dois trabalhadores precisaram ficar internados, um deles na UTI, e receberam alta dias depois.  

0 Comentários

Deixe um Comentário

8 + 8 =

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password