Votuporanguense é uma das 8 brasileiras na Unesco

História de Andrezza Zeitune inspirou Gary Huang, presidente do Rotary Internacional, que a cita como exemplo em Conferência Mundial

A votuporanguense Andrezza Zeitune Scalassara está no Brasil para participar da Conferência Internacional do Rotary. Sua história inspirou Gary Huang, que preside o Rotary mundial, órgão que a Votuporanguense fez parte durante anos de sua vida.

“Ele disse que minha história tem tudo a ver com a Conferência e pediu para que eu falasse aos jovens intercambiários,” explicou Andrezza, que veio a Votuporanga visitar os pais Fernando Zeitune Leão e Eloisa Dalva Mazoni Zeitune.

Em uma entrevista exclusiva, Andrezza veio ao Diário para comentar seus trabalhos frente à UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

HISTÓRIA 
Aos 17 anos, ainda jovem, Andrezza deu um play à grande carreira internacional que viria acontecer nos anos que se sucederam. O intercâmbio pelo Rotary de Votuporanga para Nova York durou um ano, período em que ela concluiu os estudos do Ensino Médio.
Ainda em Nova York, Andrezza ficou em famílias que incentivavam a causa social. “Com eles, meu desejo pela humanidade cresceu ainda mais,” comentou a ativista, que na época do intercâmbio se aproximou mais ainda de diferentes culturas.
Ao voltar ao Brasil, ela ingressou na faculdade de Direito na Universidade de Londrina (UEL) e trabalhou numa ONG que prestava serviços pela paz mundial no Brasil, Estados Unidos, Franças e na Itália. Mas foi em 2003, que a carreira internacional da Andrezza Scalassara decolou.
Naquele ano, ela foi a segunda brasileira a conseguir uma bolsa integral pelo Rotary Internacional no Brasil, iniciando assim seus estudos de Mestrado pela Universidade de Ciências Políticas de Paris (Sciences Politiques de Paris), na área de relações internacionais com ênfase em relações de conflito. Durante os estudos da Segurança Humana, abordou assuntos de política e economia internacional, de segurança humanitária, de histórias de guerras, de desenvolvimento social, econômico e humano, entre outros.
Foi estagiária na UNESCO em 2006 e em 2008 foi contratada pelo órgão. “Viajei por mais de 40 países, sempre levando a missão da organização para onde eu fosse, que é contribuir para a ‘construção da paz’, reduzindo a pobreza, promovendo o desenvolvimento sustentável e o diálogo intercultural, através da educação, ciências, cultura, comunicação e informação”.
Andrezza é uma das 8 brasileiras que trabalham na Unesco. “Brincamos entre nós que sou parte da conexão Votuporanga/ Belo Horizonte/São Paulo/ Rio de Janeiro.”

Visita
Aqui no Diário ela comentou sobre diversos assuntos, em especial, coincidentemente no início do mês, comemorou-se o dia internacional da Liberdade de Imprensa, que na opinião de Andrezza, “está ferida, recebendo diariamente golpes certeiros de extremistas.”
Ela comentou o atentado terrorista à revista de charges humorísticas Charlie Hebdo, no início do ano. “Foi um atentado a todos os seres humanos, a toda forma de liberdade igualdade, foi um atentado contra a UNESCO e todas as ONGS de defesa aos direitos humanos.”
Segundo ela, a França é um país que luta pela liberdade e um atentado contra isso quebra a diplomacia do país. “Buscamos paz, educação e acima de tudo igualdade. Mesmo que não compartilhemos a fé ou os costumes, devemos entender e procurar conviver juntos,” afirmou Andrezza.
Durante a entrevista ela relembrou de sua infância. “Minha irmã é excepcional então desde sempre aprendi a importância de valorizar a família e a lutar pelo que é certo” explicou ela, que tenta incansavelmente mudar o mundo e deixar sua marca, “lutando contra toda forma de maldade e defendendo o ser humano”, finalizou. (Colaborou: Mateus Paióla)/Diário de Votuporanga

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