Votuporanga tem um dos melhores sistemas anti-inundação do Estado

Na tarde de ontem, em visita técnica realizada em Votuporanga, o IPT (Instituto de Pesquisa e Tecnologia) desenvolveu o mapeamento das áreas risco a deslizamentos e inundações. Mediante ao Plano Preventivo de Defesa Civil do estado, esse trabalho de campo será promovido em 42 municípios.

Conforme divulgado com exclusividade pelo Diário, na edição de domingo, a ação foi viabilizada por meio de um contrato assinado entre o IPT e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do estado de São Paulo.

Riscos
No Bairro da Estação, foi visitada a Canalização do Córrego Boa Vista; já no Paineiras, o Boa Vista Médio; e, por fim, a represa de captação da SAEV Ambiental. Estes locais foram indicados por Josuel Domingues, o “Zezo”, coordenador da Defesa Civil de Votuporanga, por conta de problemas registrados anteriormente.
Marcelo Fisher Gramani, que é geólogo do IPT, afirmou em entrevista ao Diário que Votuporanga é uma das melhores cidades que eles visitaram durante a pesquisa. “Realmente, existem problemas como em todas as cidades, se tratando de natureza, sempre existiram riscos, porém os investimentos feitos para contenção de problemas tornam os perigos medianos, o que é muito comparado ao grande risco enfrentado em outras cidades do Estado.”
O geólogo que já visitou 23 das 42 cidades previstas no cronograma defendeu que a barragem da SAEV vem recebendo grande número de investimentos e é constantemente analisada, o que torna seu risco quase nulo. Em relação às outras duas regiões ele constatou que o risco de alagamento pode sim existir, mas “nada fora do normal.”

Parâmetros
A metodologia de pesquisa utilizada pelos analistas foi a de campo e bibliográfica. “A Prefeitura passa informações de outros incidentes, e tentamos junto a nossos parâmetros técnicos compreender o grau de seriedade”.
O relatório técnico contém informações como descrição da área avaliada, delimitação dos setores de risco identificados em imagem de sensores remotos, quantidade de imóveis em risco, quantidade de pessoas em risco, tipologia do processo (deslizamento, inundação, solapamento de margem) e sugestões de intervenções para minimizar ou eliminar os riscos identificados.

Perigo
Imagens e documentação fotográfica em um Sistema de Informações Geográficas (SIG) prometem subsidiar o gerenciamento das áreas e estabelecer parâmetros técnicos e sociais. Em entrevista à equipe do Diário, o geólogo responsável pelo estudo afirmou que a pesquisa vai delimitar o grau de necessidades de investimentos.
“Nossa pesquisa vai qualificar as principais necessidades e pontos emergenciais.” Feito o levantamento, a Prefeitura vai procurar compreender o grau de necessidade, e procurar junto ao Estado e a Federação angariar fundos para futuros investimentos.
Os graus de risco considerados seguem o método desenvolvido em 2007, pelo Ministério das Cidades e IPT, que estabelece quatro condições potenciais de risco. Os municípios incluídos no projeto foram indicados como prioritários por não terem informações atualizadas sobre riscos de deslizamento e/ou inundações.
As principais atividades desenvolvidas pelo IPT incluem a pesquisa bibliográfica dos levantamentos de áreas de riscos existentes, a consulta às equipes das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil sobre o número de atendimentos efetuados nos locais que serão avaliados, a realização de vistorias de campo para levantamento de indicadores de risco e tipologias dos processos e a elaboração de documentação fotográfica. (Colaborou: Mateus Paióla)/Diário de Votuporanga

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