Votuporanga tem mais de mil cães e gatos nas ruas

Ongs e Secretaria Municipal de Saúde orientam que posse responsável é fundamental para acabar com o abandono

Votuporanga tem cerca de 1.400 cães e gatos nas ruas. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e preocupam as autoridades da área e também as Ongs (organizações não governamentais que atuam na cidade) pela doenças que os animais podem pegar e também transmitir.

Para reduzir a população de animais nas ruas, a Prefeitura tem o projeto de castrações e palestras nas escolas sobre posse responsável. São realizadas 120 castrações por mês.

A presidente da Spavo (Sociedade Protetora dos Animais de Votuporanga), Fernanda Garcia disse que é preciso aumentar a quantidade de castrações. “Não sei o que acontece na cidade, que estamos recolhendo em média 200 animais abandonados por mês nas ruas. Não sei por que as pessoas estão agindo desta maneira. Hoje, a melhor forma de reduzir esta população animal abandonada é a castração”, falou.

No ano de 2014, a Secretaria Municipal de Saúde fez 1.118 castrações; em 2015, até agora foram 813.

A pessoa interessada em fazer o procedimento em seu animal, deve realizar cadastro no Secez (Setor de Endemias e zoonoses) quando houver abertura do cadastro e aguardar o surgimento da vaga. Quem quiser se responsabilizar pelos animais de rua também podem fazer o cadastro.

Cães e gatos podem transmitir doenças como leishmaniose, raiva, leptospirose e diversas dermatites, desde que não recebem os cuidados necessários. Quando estão expostos nas ruas, os riscos são ainda maiores.

De acordo com censo realizado no ano de 2013, Votuporanga tem 17.931 cães e 4.632 gatos. Pela grande quantidade, o médico veterinário do Secez, Élcio Sanches Estevez, destaca a importância da posse responsável. “É de suma importância a conscientização da população para o controle da natalidade deles”.

“Os animais que encontramos nas ruas, encaminhamos primeiro para lares de passagem e, depois de receberem os cuidados necessários, caso estejam doentes, para a doação. Os filhotes conseguem donos mais facilmente”, contou Fernanda.

A presidente da Spavo destacou ainda que a cidade tem três Ongs direcionadas a cuidar dos animais abandonados. “Mesmo assim, não conseguimos dar conta de todo trabalho. Quem tem um cão ou gato, deve cuidar, não deixá­-los nas ruas, nem acorrentados nos quintais, ainda é obrigação dar ração, também orientamos a castração, especialmente das fêmeas”, destacou.

O município aprovou recentemente a destinação de uma verba de R$40 mil para duas Ongs da cidade, R$20 mil para cada. A Spavo pretende utilizar a verba, assim que ela for recebido, em castrações para evitar o crescimento de animais nas ruas. Leidiane Sabino/A Cidade

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