Votuporanga tem 34 adolescentes na Fundação Casa

Dados foram apresentados durante a 8.ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que foi realizada ontem, no Centro Social

Na manhã de ontem, durante o encontro municipal para discussão dos direitos da criança e adolescente, foram apresentados dados que colocam a sociedade em alerta e refletem a importância da proteção e promoção destes indivíduos. Em Votuporanga, 34 adolescentes atualmente encontram-se recolhidos na chamada Fundação Casa por medida socioeducativa, desses, 33 são homens e apenas uma é mulher. Segundo Yara, esse fato só mostra que a maior preocupação enquanto setor público e sociedade civil deve ser com o bem estar desse adolescente.

Desses 34 adolescentes, 12 deles nunca tiveram nenhum atendimento de políticas públicas sociais. “Isso é muito preocupante, se eles nunca tiveram nenhum atendimento, alguma coisa poderia ter sido feita antes da medida de internação e eles nunca passaram pelo sistema, e dos que passaram, tivemos 12 que foram atendidos por violação de direito, pois eram vítima de violência doméstica. Isso nos mostra que precisamos fortalecer ainda mais o tratamento da nossa base para que eles não precisem ir para uma fundação e que eles consigam realmente ser inseridos na sociedade da forma correta, para que eles reconheçam o erro e não cometam mais ato infracional”, afirma ela.

Yara também expôs dados sobre o número de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em liberdade. Ao todo, 75 adolescentes estão em cumprimento de medidas socioeducativas em liberdade assistida, o que, conforme ela relata, é uma realidade grande para uma cidade como Votuporanga. “Desses adolescentes, apenas 27 deles estão frequentando a escola. É outra preocupação que a gente tem, porque uma das determinações da medida socioeducativa é que eles estejam no quadro escolar. Então é a hora de cada vez mais pensar junto à promoção desse adolescente para que ele não cometa mais nenhum ato infracional, e que os outros adolescentes que a gente tem que não cheguem a cometer. Para isso a gente precisa ter política pública. Não adianta só pensar na penalização e sim na prevenção. Eles não têm que chegar lá”, disse.

O último dado apresentado por ela foi o das crianças e adolescentes acolhidos. Hoje, Votuporanga tem quatro crianças e seis adolescentes acolhidos, e ainda existe uma previsão de processos em aberto de mais três adolescentes e duas crianças. Esse é um dado positivo, já que, segundo Yara, há dois anos esse número de crianças acolhidas nos antigos orfanatos, hoje casa abrigo, era muito maior. “Está sendo feito um trabalho conjunto com saúde, educação, assistência, para tentar diminuir. Nós tínhamos um índice alto que iam para o abrigo sem sequer passar pelo atendimento da assistência. Esse trabalho só conseguimos diminuir com diálogo e mobilização de toda a rede, que implica em assistência social, saúde, educação, conselho tutelar, judiciário, promotoria”. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

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