Votuporanga sedia o Fórum Estadual de Leishmaniose no próximo dia 12

Evento será no Centro de Convenções e reunirá especialistas de todo país para abordar os métodos de prevenção, diagnóstico e o envolvimento da sociedade no controle da doença

No próximo dia 12, a Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Prefeitura, promove pela primeira vez em Votuporanga o 3º Fórum de Leishmaniose Visceral do Estado de São Paulo. O evento será realizado no Centro de Convenções “Jornalista Nelson Camargo”, das 8 às 17 horas.

O encontro faz parte da Semana Estadual de Prevenção da Leishmaniose Visceral, que este ano traz o tema “O Controle Depende da Participação de Todos”. O evento é gratuito e aberto para toda população interessada, sobretudo, representantes de ONG de proteção animal, médicos, veterinários e demais profissionais da área da saúde.

O fórum apresentará um panorama da doença em todo o Estado, com enfoque na leishmaniose visceral em animais e humanos. O veterinário da Secretaria Municipal de Saúde, Dr. Élcio Sanchez Estevez Júnior, conta que serão mostrados todos os projetos que estão sendo desenvolvidos em Votuporanga no combate à doença, bem como a eficácia de seus resultados, como o Projeto de Encoleiramento – que será concluído no fim deste mês.

O evento contará com mesas redondas sobre os diversos aspectos da doença.

Votuporanga, por ser referência no cuidado e prevenção da doença em todo Estado, foi escolhida como cidade sede. “A Secretaria de Saúde da Prefeitura vem desenvolvendo projetos com parcerias do IAL (Insituto Adolfo Lutz) e Unifev há mais de cinco anos. É um trabalho modelo no controle à leishmaniose, elevando nossa cidade à destaque no cenário nacional”, afirma o veterinário.

Leishmaniose

A leishmaniose visceral é uma doença transmitida por mosquitos de cor clara, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex.: galinheiros). As fêmeas se alimentam de sangue, preferencialmente ao fim da tarde, para o desenvolvimento de seus ovos.

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-la a outros indivíduos ao picá-los.

Para prevenir a doença deve-se: manter a casa e quintais limpos; evitar que o cão fique dentro de casa; recolher e ensacar constantemente o lixo doméstico, folhas, frutos, fezes de animais e restos de madeiras e entulhos; realizar a poda de árvores, permitindo que a luz solar alcance sua raiz; usar repelentes, mosquiteiros, telas em janelas e inseticidas e evitar que o cão fique solto nas ruas.

Os sinais e sintomas em cães são: lesões cutâneas, descamação e queda de pelos; úlceras na pele em orelhas, focinho, cauda e articulações; pelo opaco; crescimento anormal das unhas; aumento dos gânglios; conjuntivite; coriza; diarréia; perda de apetite; apatia e emagrecimento.

Já em pessoas os sintomas são: febre com duração prolongada; emagrecimento; fraqueza; anemia; hemorragias; palidez e queda do estado geral. “Não podemos esquecer que os cães infectados podem não apresentar sintomas por um longo período de tempo, por disso devemos deixar realizar os exames nos animais”, concluiu Elcio.

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