Votuporanga registra quatro mortes por Aids em 2012

Ilustração

Quatro pessoas morreram por Aids em Votuporanga somente em 2012. O dado foi divulgado pelo SAE (Serviço de Atendimento Especializado), a pedido do jornal A Cidade.

Atualmente, o SAE faz o acompanhamento de 277 pessoas. São 225 que possuem o vírus da Aids, sendo 122 mulheres e 103 homens. O serviço atende uma criança e cinco menores de idade.
A técnica de enfermagem do SAE, Sandra Regina Ilho, explicou o que significa HIV. “É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.
As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção”, disse.
Ela contou que ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. “Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações”, ressaltou.
Já a Aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. “Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer.
O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado. Há alguns anos, receber o diagnóstico de Aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas”, enfatizou.
A enfermeira do SAE, Stela Vieira Rodrigues, explicou que após receber o diagnóstico da infecção por HIV, o paciente deve marcar uma consulta com um especialista em Aids.
Dependendo do resultado dos exames clínicos e laboratoriais, pode ser necessário que o soropositivo comece a terapia antirretroviral, que é o tratamento com medicamentos. “O médico fará o acompanhamento do paciente, que deve voltar regularmente ao consultório no tempo determinado pelos profissionais.
No SAE, também estão disponíveis atendimentos com psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos”, frisou.
Andressa Aoki andressa@acidadevotuporanga.com.br

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password