Votuporanga registra primeiro caso suspeito de Zika vírus

Mulher, residente do Jardim Eldorado, está com os sintomas do vírus; Secez já iniciou o protocolo de ações de bloqueio e pulverização.


A Secretaria Municipal da Saúde confirmou que o município possui um novo caso suspeito de zika vírus em investigação. Segundo informações, uma mulher, residente do bairro Jardim Eldorado, está com os sintomas da febre e com dores no corpo. Por ser um caso suspeito, a Secretaria não informou se o zika vírus foi importado, devido o Carnaval, ou não.

O Secez (Setor de Controle de Endemias e Zoonoses) já iniciou o protocolo de ações de bloqueio e pulverização no entorno do caso investigado, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. O objetivo é diminuir a população de mosquitos adultos, reduzindo, por consequência, o risco de transmissão viral na região.
É recomendável que moradores da região do Jardim Eldorado façam vistoria criteriosa de criadouros do mosquito e eliminação dos mesmos, uso de repelente corporal e, no interior das residências, repelentes elétricos, de uso em tomadas. Uso de telas mosquiteiras também é indicado.
Diante de sintomas compatíveis com dengue, zika ou chikungunya, deve ser procurado atendimento médico o mais rápido possível.

Primeiro caso


O primeiro caso suspeito da doença no município foi registrado em agosto de 2015, quando um morador retornou de uma viagem ao norte do Brasil. De acordo com informações colhidas na época da reportagem, o morador enfrentou o período de contaminação do vírus durante a viagem, que durou cerca de 15 dias, mas apenas iniciou o tratamento necessário ao voltar para Votuporanga, devido à falta de infraestrutura no município em que se encontrada quando contraiu a febre.

O vírus
Febre Zika é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue da febre chikungunya. O vírus Zika teve sua primeira aparição registrada em 1947, quando foi encontrado em macacos da Floresta Zika, em Uganda. O Brasil notificou os primeiros casos de vírus Zika em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia.
O contágio se dá pelo mosquito que, após picar alguém contaminado, pode transportar o ZIKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele. Além de ser transmitido pelo mosquito aedes aegypti, o contágio do zika vírus pode ocorrer por meio de transfusão de sangue e no parto materno.
Zika e microcefalia


Atualmente o Brasil enfrenta um surto de recém-nascidos com microcefalia, uma doença que não tem cura e causa uma má formação no cérebro, fazendo com que os bebês nasçam com a cabeça menor que o normal. As consequências são graves e permanentes para o desenvolvimento do individuo.
Sintomas e tratamento
Os sinais de infecção pelo zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. São eles: febre, dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e erupção cutâneas. Os sintomas mais raros de infecção pelo vírus incluem dor abdominal, diarreia, constipação, fotofobia e conjuntivite e pequenas úlceras na mucosa oral.
Não existe vacina para o zika vírus. O ideal é prevenir a proliferação do mosquito transmissor. O Aedes aegypti leva sete dias do ovo até o mosquito adulto. A água é o ambiente perfeito para a proliferação dos ovos. As fêmeas infectadas podem transmitir o vírus para cerca de 20% dos ovos. Por isso, para acabar com o mosquito é necessário atacar os criadouros.
Prevenção
O meio mais eficaz de prevenir novos casos da doença é evitando a sua proliferação. Medidas como armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d’água completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados; encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de piscinas e espelhos d’água com cloro são ações fundamentais e contribuem para evitar a disseminação do vírus transmissor da doença.

Por:Mariana Biork  Diário de Votuporanga

 

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