Votuporanga registra mais de 240 casos de diarreia

Embora número pareça alto, não houve notificação de surto; doença pode ocorrer em diversas situações, como virose, intoxicação alimentar ou outras intercorrências

 

Votuporanga registrou 244 casos de diarreia em 2017. Embora o número pareça alto, a Secretaria de Saúde do Município informa que não houve notificação de surto.

Segundo a pasta, é importante esclarecer que a diarreia pode ocorrer em diversas situações, como virose, intoxicação alimentar ou outras intercorrências. O ideal, sempre, é a prevenção.

Defesa

De acordo com a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, diarreia é um desarranjo do intestino com aumento do número de evacuações e fezes amolecidas ou líquidas. Ou seja, é uma defesa do corpo para eliminar vírus, bactérias ou parasitas, os três principais causadores da doença. O problema é que, junto com esses micro-organismos, saem água, sais minerais e outros nutrientes.

Por ser um mecanismo para combater invasores, o problema não deve ser interrompido por remédios, e passa sozinho em dois dias a duas semanas. Os primeiros momentos são os piores, em que há mais volume de cocô e/ou vômito. Após três dias, a mucosa do intestino é capaz de se regenerar totalmente.

Vale ressaltar que somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações transcritas na reportagem possuem apenas caráter educativo.

 

Complicações

Dentre as complicações da diarreia, destaque para a desidratação. Quando os distúrbios ocorrem com frequência, há risco de desnutrição crônica, retardo do desenvolvimento do peso e estatura, e – em casos mais extremos – até morte.

O tratamento abrange aumentar da ingestão de líquidos como soros, sopas, sucos. Manter a alimentação habitual, principalmente o leite materno, corrigindo erros alimentares e seguindo as orientações médicas, além de observar os sinais de desidratação.

É importante também ficar atento aos sinais da desidratação: olhos fundos; ausência de lágrimas quando a criança chora; boca e língua secas; ter muita sede e beber água ou outro líquido muito rápido; diminuição da quantidade de urina; e afundamento da moleira.

Se apresentar dois ou mais sintomas, pode ser desidratação. É necessário procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente para atendimento médico.

Prevenção:

– amamentar o recém-nascido no mínimo até os seis meses de vida;

– beber somente água tratada, filtrada ou fervida;

– beber bastante líquidos, principalmente nos dias mais quentes;

– observar se os encanamentos da residência não estão furados;

– manter os depósitos de água sempre fechados e fazer limpeza regularmente;

– não tomar banho em rio, açude ou piscina contaminada;

– manter a higiene da casa, pessoal e dos utensílios de mesa e fogão;

– lavar as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos, antes de amamentar, após a troca de fraldas de crianças ou após usar o banheiro;

– proteger os alimentos de moscas, baratas e ratos;

– lavar cuidadosamente as verduras e frutas.

 

Atenção

Um alerta importante: a automedicação pode piorar o quadro de diarreia. A prescrição de antibióticos só pode ser feita por um médico, pois a doença aguda, em grande parte das vezes, tem um curso limitado.

Se a diarreia for provocada por vírus, não há tratamento com remédio, apenas cuidados de suporte, como a hidratação do paciente. Em caso de diarreia por parasitas, utilizam-se medicamentos específicos.

 

Estatísticas

Por dia, o Brasil registra mais de 4 mil novos casos e 15 mortes por diarreia, que se não tratada da forma correta – com a hidratação do paciente – pode até matar, principalmente crianças menores de 1 ano.

A principal recomendação é tomar muito líquido – como água, água de coco, sucos, chás, isotônicos e o soro de reposição oral (disponível nos postos de saúde) –, manter uma alimentação leve e esperar que a situação passe. Refrigerante não deve ser consumido nesse caso.

Situações mais graves, em que o indivíduo fica sem forças e desnutrido, exigem internação. O paciente também pode apresentar náusea, vômito, febre, dor abdominal e até sangue ou muco nas fezes.

 

Vacina

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece para menores de 1 ano uma vacina contra um dos vírus causadores da diarreia infecciosa, o rotavírus. A primeira dose deve ser tomada entre 1,5 mês até 14 semanas e a segunda, entre 14 semanas e 5,5 meses. O intervalo mínimo entre elas deve ser de 30 dias.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, de 2000 a 2009 o Brasil registrou 49.573 mortes por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. Por ano, foram 5,5 mil óbitos.

 

Dica importante

Como preparar o soro caseiro:

Misture em um litro de água mineral, de água filtrada ou de água fervida (mas já fria) uma colher pequena (tipo cafezinho), de sal e uma colher grande (tipo sopa), de açúcar. Misture bem e ofereça o dia inteiro ao doente em pequenas colheradas.

 

Fernanda Ribeiro Ishikawa – Diário de Votuporanga:

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